Banco de Portugal já deu luz verde ao Banco de Fomento

  • ECO
  • 13 Agosto 2020

O objetivo do Governo é que, dentro de cerca de um mês, esteja concretizado o processo de fusão da IFD e da PME Investimentos na SPGM. Composição da administração ainda está por acertar.

O Banco de Portugal já deu luz verde ao Banco de Fomento e por isso o diploma que cria o Banco de Fomento, na sua versão definitiva, será aprovado formalmente pelo Conselho de Ministros na reunião desta quinta-feira, avança o Público (acesso condicionado).

A aprovação do Banco de Portugal era o único passo que faltava neste processo, depois de Bruxelas também já ter dado o seu aval. Agora, depois de uma primeira aprovação em Conselho de Ministros, o processo pode ser concluído e sair finalmente do papel. O objetivo do Governo é que a formalização do Banco Português de Fomento seja célere e que dentro de cerca de um mês esteja concretizado o processo de fusão da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) e da PME Investimento na Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua (SPGM).

A composição da sua administração ainda está por acertar, mas o processo estará em fase de finalização, de acordo com o Público.

Já em entrevista ao Observador (acesso pago), o ministro da Economia sublinhou que o banco se destinará sobretudo às empresas porque “o financiamento tem várias falhas de mercado”. “Micro, pequenas e médias empresas têm dificuldade em aceder a crédito para apoio à sua tesouraria, mas sobretudo para aceder a crédito ao investimento com prazos adequados. Os bancos estão cada vez mais cuidadosos na concessão de crédito. É preciso que haja um qualquer apoio público. Queremos concentrar os recursos – humanos, técnicos e financeiros – para lhes dar maior escala; alargar o âmbito das operações que podemos realiza”, explicou Siza Vieira.

O número dois do Governo diz que “à partida” o banco não estará envolvido em grandes projetos e além de se concentra na concessão de crédito a mais longo prazo, 15 a 20 anos, a instituição poderá também ajudar as small mid-caps, que têm 500 trabalhadores, e as mid-caps, até aos três mil porque “o sistema é muito hostil a estas empresas”. “Quando atingem uma determinada dimensão deixam de poder beneficiar de um conjunto significativo de incentivos fiscais. E não são suficientemente grandes para terem os bancos a baterem-lhes à porta. Um objetivo para a próxima década tem que ser ajudar as nossas pequenas empresas a tornarem-se médias empresas e as nossas médias empresas a tornarem-se maiores. E o Banco de Fomento pode ajudar nisso”, concluiu o ministro.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco de Portugal já deu luz verde ao Banco de Fomento

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião