Ministro das Finanças alemão quer manter lay-off por 24 meses para salvar empregos

O ministro das Finanças alemão quer prolongar o regime extraordinário de proteção do emprego equivalente ao português lay-off simplificado por mais 12 meses.

O ministro das Finanças alemão quer que o apoio extraordinário à manutenção dos postos de trabalho esteja disponível por 24 meses, isto é, por mais 12 meses do que inicialmente estava previsto. Segundo a Bloomberg, Olaf Scholz indicou que este prolongamento do regime equivalente ao lay-off simplificado português custará cerca de 10 mil milhões de euros.

Em resposta à pandemia de coronavírus, a Alemanha lançou uma versão extraordinária do lay-off. O chamado kurzarbeit permite aos empregadores receberem apoios durante 12 meses para o pagamento das remunerações dos seus trabalhadores. Ao abrigo deste regime, os salários são reduzidos a 67%, no caso de os trabalhadores terem filhos, ou 60%, no caso de não terem.

O ministro das Finanças germânico quer agora que esse apoio fique disponível por mais 12 meses, subindo para 24 meses o prazo máximo de aplicação. Isto de modo a mitigar a escalada do desemprego. De acordo com a Bloomberg, a concretizar-se, esse prolongamento deverá custar cerca de 10 mil milhões de euros aos cofres alemães.

Em Portugal, o Executivo de António Costa decidiu não prolongar o lay-off simplificado, apesar dos apelos dos empregadores. Em alternativa, lançou um novo regime que alivia os cortes salariais, mas não permite suspender os contratos de trabalho e reforça os encargos exigidos aos empresários. Já são muitas as críticas a este novo apoio à retoma progressiva, antecipando-se despedimentos em massa.

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