Efromovich, ex-candidato à compra da TAP, foi preso no Brasil

  • ECO
  • 19 Agosto 2020

German e Jose Efromovich, donos da Avianca, foram detidos no âmbito do caso de corrupção Lava Jato, avança a agência Reuters.

German e Jose Efromovich, donos da Avianca, foram detidos esta quarta-feira em São Paulo, Brasil, no âmbito de uma nova fase do caso de corrupção Lava Jato, avança a agência Reuters e a imprensa brasileira.

A detenção dos dois irmãos — German Efromovich é um conhecido empresário sul-americano que tentou por duas vezes (em 2012 e 2015) comprar a companhia aérea portuguesa TAP — está relacionada com suspeitas de terem pagado subornos a altos executivos em contratos com uma unidade de logística da petrolífera brasileira Petrobras, a Transpetro.

A imprensa brasileira adianta que as ambas detenções são preventivas e foram convertidas em prisão domiciliária por causa da pandemia do coronavírus. As ordens judiciais foram expedidas por um tribunal de Curitiba, no âmbito da operação “Navegar é Preciso”.

Além de serem donos da transportadora aérea Avianca (que não é citada na investigação), que está em recuperação judicial, German e Jose Efromovich também detêm o estaleiro Eisa – Estaleiro Ilha SA, que detinha um contrato de construção de navios com a Transpetro e que, segundo a investigação, era usado para pagamento dos subornos, adianta o portal brasileiro G1 (acesso livre).

Segundo explica o portal, as investigações apontam para o envolvimento dos dois empresários em esquemas de corrupção na Transpetro em contratos de construção de navios assinados pela empresa estatal com o estaleiro Eisa. O esquema ocorreu em 2008, e os pagamentos foram realizados entre 2009 e 2013.

O Ministério Público brasileiro fala em organização criminosa que fraudava o caráter competitivo dos concurso através do pagamento de subornos no valor de 40 milhões de reais (cerca de seis milhões de euros) a administradores da Petrobras e empresas como a Transpetro, que terá sido prejudicada em 611 milhões de reais (94 milhões de euros).

Ainda de acordo com a investigação, a contratação da Eisa para a construção de navios terá sido feita sem terem sido considerados estudos de consultoras que apontavam que o estaleiro não teria as condições técnicas e financeiras adequadas para a execução dos contratos.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h59)

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