Arrancam negociações entre Parlamento Europeu e Conselho para novo orçamento da UE

  • Lusa
  • 27 Agosto 2020

Este arranque das negociações, em Bruxelas, surge após os chefes de Governo e de Estado da UE terem aprovado, no final de julho, um acordo para retoma da economia comunitária pós-crise covid-19.

As negociações entre o Parlamento Europeu e o Conselho sobre o próximo orçamento a longo prazo da União Europeia (UE) e o fundo de recuperação pós-crise da covid-19 arrancaram esta quinta-feira, visando um acordo sobre o financiamento para 2021-2027.

Hoje, as delegações do Conselho [representado pela atual presidência alemã] e do Parlamento reuniram-se pela primeira vez para conversações trilaterais a nível político, incluindo a Comissão, com vista a chegar a um acordo sobre o financiamento da UE para 2021-2027”, assinala a assembleia europeia em comunicado de imprensa.

Numa cimeira histórica, a segunda mais longa da UE, foi aprovado nessa altura um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 de 1,074 biliões de euros e um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões (390 mil milhões de euros atribuídos em subvenções e os restantes 360 mil milhões em forma de empréstimo). Na altura, o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, saudou a aprovação do Fundo de Recuperação, mas fez várias críticas à proposta de orçamento da UE a longo prazo, desde logo por prever cortes em áreas como a inovação, o intercâmbio de estudantes e as migrações.

O presidente da comissão parlamentar de Orçamentos, Johan Van Overtveldt, reforça hoje as críticas, ao vincar na nota de imprensa ser “necessário que haja financiamento adequado para programas emblemáticos da UE, tais como os destinados à investigação ou aos jovens, que são importantes para o Parlamento”.

Tem de haver progressos em matéria de recursos próprios – as receitas da UE – e do Estado de Direito, do papel da autoridade orçamental e de certas questões horizontais como, por exemplo, o clima”, salienta o eurodeputado belga. O responsável adianta que “todos estes elementos estão, portanto, sobre a mesa”, embora considere que hoje já houve “uma boa discussão”. “E estou bastante seguro de que nas próximas semanas poderemos continuar essa forma positiva e construtiva de diálogo”, conclui Johan Van Overtveldt.

Está previsto que, ao todo, Portugal consiga arrecadar 45 mil milhões de euros em transferências comunitárias nos próximos sete anos, montante no qual se incluem 15,3 mil milhões de euros em subvenções no âmbito do Fundo de Recuperação e 29,8 mil milhões de euros em subsídios do orçamento da UE a longo prazo 2021-2027.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Arrancam negociações entre Parlamento Europeu e Conselho para novo orçamento da UE

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião