Oi procura investidores para televisão por assinatura

A operação de marketing sounding está a ser conduzida com a assessoria financeira do BTG Pactual e tem por objetivo "atingir o maior número de interessados possível".

A Oi está a procura de investidores para vender o seu negócio de televisão por assinatura e contratou o banco BTG Pactual como assessor financeiro para a ajudar a levar a cabo o processo de marketing sounding.

Numa nota enviada ao mercado, a operadora revela que “iniciou o processo de marketing sounding para prospeção de investidores interessados na aquisição de seu negócio de TV por assinatura, contemplando toda a infraestrutura para a prestação de serviço pela tecnologia DTH, mediante a transferência dos ativos e passivos (incluídos os compromissos de pagamento de contratos adjacentes aos serviços de DTH e IPTV, tais como capacidade satelital)”.

Esta operação de marketing sounding está a ser conduzida com a assessoria financeira do BTG Pactual e tem por objetivo “atingir o maior número de interessados possível” e insere-se na implementação do plano estratégico de transformação da operadora brasileira, participada da Pharol, que registou um prejuízo líquido consolidado de 3.493 milhões de reais (551 milhões de euros) no segundo trimestre.

No mesmo dia em que apresentou resultados, a operadora entregou em tribunal uma versão atualizada da proposta de aditamento ao Plano de Recuperação Judicial “com alguns ajustes pontuais”. Estes abrangem mudanças no modelo de venda operação móvel e no preço da participação na nova unidade de fibra, além da possibilidade de segregar ainda uma unidade de TV por assinatura.

A venda desta unidade será feita mediante a entrega de envelopes fechados pelos interessados, após aprovação da assembleia de credores e sua posterior homologação pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Esta operação “garantirá ao Grupo Oi a execução de sua estratégia de desinvestimento no negócio de TV por assinatura com base na tecnologia DTH, ao mesmo tempo em que possibilitará a manutenção de uma participação importante na geração de receitas de conteúdo a partir da prestação de serviços de TV por assinatura via protocolo IP (IPTV), com base em plataformas e equipamentos com tecnologia IPTV que permanecerão de propriedade da Companhia”, explica o mesmo comunicado enviado esta terça-feira ao mercado.

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