PCP defende controlo público do Novo Banco para “acabar com gestão danosa”

O PCP defende que os portugueses devem conhecer, na generalidade, o relatório de auditoria, já que é uma matéria de "interesse público". 

Em reação à auditoria ao Novo Banco, cujos resultados foram conhecidos esta terça-feira, o PCP defende que “quanto mais cedo se avançar com o controlo público, mais cedo se acaba com a gestão danosa”. O partido aponta ainda que os portugueses devem conhecer, na generalidade, o relatório de auditoria.

A auditoria revelou perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco. Estas mostram que “uma vez que o Estado continua a pagar a conta da limpeza do Novo Banco, este deve ser revertido à esfera pública”, reitera o deputado comunista Duarte Alves, em declarações transmitidas pelas televisões.

“A responsabilidade política é de quem, desde o processo de resolução fraudulenta do Governo PSD/CDS até à privatização decidida pelo Governo PS, geriu desta forma todo este processo”, continua. O comunista defende assim que a opção da resolução foi “ruinosa e é urgente pôr fim a esse processo”.

O partido aponta ainda que a “a generalidade do relatório de auditoria deve ser conhecida pelos portugueses, em traços gerais”, de forma a existir conhecimento “generalizado desta matéria que é de interesse público”. O relatório, elaborado pela empresa de auditoria Deloitte, foi entregue esta segunda-feira ao Governo.

A auditoria analisou atos de gestão no Banco Espírito Santo e no Novo Banco, desde 1 de janeiro de 2000 até 31 de dezembro de 2018. Duarte Alves salienta ainda que, como a análise vai até 2018, a auditoria trata já de atos de gestão que “são da responsabilidade da atual administração do Novo Banco”.

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