Ajudas desproporcionais podem dificultar recuperação económica, alerta Vestager

  • Lusa
  • 7 Setembro 2020

Vestager, disse que “as enormes diferenças nos orçamentos nacionais” dos Estados-membros provocam “enormes diferenças” no montante que cada um pode alocar à economia, podendo dificultar a recuperação.

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia considerou esta segunda-feira que as “enormes” diferenças na ajuda que cada Estado-membro consegue destinar ao apoio da economia, mitigando os efeitos da covid-19, podem dificultar a recuperação e a convergência.

Numa conferência, em Berlim, Marguethe Vestager, afirmou que todas as medidas tomadas pelos Estados-membros para combater as consequências económicas da covid-19 são “necessárias”, ressalvando que estas podem ter efeitos colaterais para toda a União Europeia (UE).

Vestager falava perante o ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, e outros responsáveis do executivo. “As enormes diferenças nos orçamentos nacionais” dos Estados-membros provocam “enormes diferenças” no montante que cada um pode alocar à economia, às empresas e ao emprego, notou.

Para a comissária, esta realidade deve “preocupar todos”, tendo em conta que pode gerar uma “recuperação assimétrica”, bem como “maiores divergências” dentro da UE. “Na União Europeia só pode haver uma forte recuperação se todos recuperarmos juntos”, acrescentou.

O Governo alemão lançou um pacote de apoios para as empresas e trabalhadores por conta própria de até 750.000 milhões de euros, acima das ajudas lançadas pelos restantes Estados-membros e equivalente ao montante global do fundo de recuperação europeu.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 889.498 mortos e infetou mais de 27,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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