Rio ataca Costa por apoiar Vieira: “Sempre achei mal a mistura entre a política e o futebol profissional”

O líder do PSD criticou o primeiro-ministro por fazer parte da comissão de honra de Luís Filipe Vieira. Para Rui Rio deve haver um distanciamento claro entre a política e o futebol em Portugal.

O líder da oposição atacou este sábado o primeiro-ministro por este ter aceitado integrar a comissão de honra da recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. Recordando o seu passado na relação que teve com o Porto quando foi presidente da câmara da cidade, Rui Rio considera que António Costa não deveria estar a misturar a política com o futebol profissional.

Sempre achei mal a mistura entre a política e o futebol profissional“, afirmou o líder do PSD à saída da primeira reunião do Conselho Consultivo do Conselho Estratégico Nacional do partido. E deixou uma mensagem para António Costa: “O ideal é que quando estamos em cargos políticos de algum relevo — não é só nos de topo — devemos abster-nos de misturar estas coisas”.

No passado combati isso e afastei-me“, relembrou Rio, recordando o que fez enquanto presidente da câmara municipal do Porto ao recusar-se receber o clube da cidade quando este ganhava a campeonato nacional. Este é um tema que diz ser “claro há muitos anos” no seu pensamento pelo que “nada faz sentido” neste caso de Costa apoiar o atual presidente do Benfica na sua recandidatura.

E explicou as suas razões para ser contra: “Hoje há problemas de ordem judicial metidos nisto, mas eu nem vou por aí”, começou por dizer. Em causa está o facto de o futebol ser “acima de tudo emoção” e a política, apesar de uma “componente de emoção”, deve “acima de tudo ser racionalidade”. Isto é, a política “não deve ser ditada por imperativos de ordem emocional ou por imperativos de ordem de simpatia clubística”.

Rui Rio reagiu assim à notícia avançada pelo Expresso este sábado que o primeiro-ministro integra a comissão de honra da recandidatura de Vieira — na qual também está o deputado do PSD, Duarte Pacheco. Questionado pelo semanário, o gabinete de António Costa argumenta que este está na comissão de honra “não como primeiro-ministro ou secretário-geral do PS, mas como adepto e sócio do Benfica desde 1988”. O primeiro-ministro tinha apoiado recandidaturas de Vieira em 2012, quando era presidente da câmara de Lisboa, e em 2016, quando já era primeiro-ministro.

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