BCE está pronto a agir face a um euro forte

  • Lusa
  • 16 Setembro 2020

Isabel Schnabel, da Comissão Executiva do BCE, diz que a recuperação económica será demorada e que o euro forte pode levar a instituição a intervir se pressionar as perspetivas de inflação.

Isabel Schnabel, membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que a recuperação económica na Zona Euro será demorada e que o euro forte pode levar a instituição a intervir se pressionar as perspetivas de inflação.

Numa entrevista à AFP, a responsável alemã disse que a instituição está pronta a agir se os dados económicos que forem divulgados “não corresponderem ao objetivo de inflação”.

“Não temos como objetivo uma taxa de câmbio. Ajustamos as nossas políticas em função das perspetivas de inflação a médio prazo. Na última reunião do Conselho de Governadores (…), a presidente Christine Lagarde explicou na conferência de imprensa que são necessárias mais informações sobre a evolução da pandemia, sobre a transmissão das nossas medidas à economia real e a persistência de flutuações nas taxas de câmbio”, afirmou Schnabel, questionada sobre a recente valorização da moeda europeia.

“Continuamos a seguir atentamente as informações que nos chegam, incluindo a evolução das taxas de câmbio e estamos prontos a agir se os dados que recebermos não corresponderem ao objetivo das medidas de emergência que adotámos” quanto à inflação, num contexto de pandemia, acrescentou.

Nas declarações à AFP, Isabel Schnabel defendeu também que a economia continua a necessitar do apoio de políticas monetárias e orçamentais.

“Seria perigoso interromper prematuramente os apoios orçamentais. Esse erro já foi cometido no passado e creio que não o devemos repetir”, afirmou.

Questionada sobre a hipótese de uma saída britânica da União Europeia (‘Brexit’) sem acordo, a dirigente do BCE considerou que isso seria “nefasto para todos, em particular para o Reino Unido, mas também para a zona euro” e disse que os negociadores devem fazer tudo para evitar esse resultado.

“De qualquer forma, é importante que as instituições financeiras e agentes do mercado estejam preparados para a possibilidade de não haver acordo”, salientou.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE está pronto a agir face a um euro forte

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião