Siza Vieira defende “estímulos certos” para a cobertura total do país com tecnologia

  • Lusa
  • 16 Setembro 2020

O ministro defende que é preciso encontrar "os estímulos certos" para que haja investimento que assegure toda a cobertura territorial de redes tecnológicas.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital considerou esta quarta-feira que é preciso encontrar “os estímulos certos” para que haja investimento que assegure toda a cobertura territorial de redes tecnológicas.

Pedro Siza Vieira falava à Lusa no final da sessão “Os portugueses e a Internet em tempo de pandemia”, que decorreu hoje em Lisboa. Instado a comentar a possibilidade de investimento público ou coinvestimento para a cobertura total do país de tecnologias digitais, como tem apontado a Altice Portugal, o governante afirmou: “É preciso criarmos as melhores condições, por um lado, para que os investimentos por parte das operadoras de telecomunicações sejam aqueles que, por si só, são capazes de assegurar a resposta de mercado”.

Siza Vieira sublinhou que, “já no passado, o Governo foi capaz de apoiar alguma cobertura de algumas regiões menos densamente povoadas”. “Acho que é preciso continuarmos a mobilizarmos para encontrar os estímulos certos para que o investimento apareça para assegurar a cobertura territorial e da nossa população através destas novas tecnologias digitais”, acrescentou.

“No programa de recuperação e resiliência, a ideia de termos uma competitividade internacional e um aumento de coesão interna passa por fazermos com que nenhuma porção do nosso território fique para trás” designadamente no acesso às tecnologias digitais, “que hoje são tão importantes como o acesso a uma estrada ou uma ferrovia”, salientou.

Questionado sobre se a pandemia reforçou a necessidade do plano de transição digital, o ministro referiu que “ela apenas começou a tornar mais evidente para um conjunto alargado de pessoas a necessidade” de que essa transição tem de ser feita.

“Quando muitas empresas tiveram de encerrar as suas atividades, tiveram de enviar os seus colaboradores para casa, a forma de se manterem ativos, de contactarem os seus clientes, foi precisamente recorrerem às tecnologias digitais e foram as empresas digitalizadas ou aquelas que mais se adaptaram ao novo contexto que melhor passaram por este período de confinamento e melhor preparadas estão agora para aproveitar o contexto da retoma”, considerou o governante.

O plano de ação de transição digital que o Governo aprovou em fevereiro deste ano “visa precisamente apoiar as nossas pessoas a estarem mais capacitadas nas tecnologias digitais, as nossas empresas integrarem melhor as tecnologias digitais nos seus processos e na sua atividade e a nossa administração pública também a fazer o salto para o século XXI”, apontou.

Temos neste momento muitas empresas com grau de maturidade digital muito elevada, temos muitas áreas da administração pública em que o nível de utilização das tecnologias digitais compara muito positivamente com as suas congéneres europeias e o talento dos portugueses tem sido reconhecido, designadamente através de um conjunto muito grande de empresas internacionais” que se têm instalado em Portugal, acrescentou.

Por isso, “não devemos ver o copo meio vazio, devemos olhar para aquilo que já fazemos bem para nos dar confiança para replicar esses exemplos e conseguirmos acelerar o processo de transformação digital”, rematou Pedro Siza Vieira.

Em agosto, o .PT, responsável pela gestão do domínio de topo português .pt, atingiu “um total de 6.843 novos registos diretos em .pt”, o que corresponde a uma subida de 35% em termos homólogos e “mostra a preocupação dos portugueses em se adaptarem num contexto de pandemia”. Estes dados foram hoje apresentados numa sessão organizada pelo .PT sobre o aumento da presença dos portugueses na Internet durante a pandemia e a importância da transformação digital na resposta aos impactos da covid-19.

Dos novos registos em .pt, “mais de 50% são empresas de restauração e de serviços domésticos, ginásios e projetos de solidariedade social – muitos dos quais sem qualquer presença na Internet, antes da pandemia”.

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