Verbas da UE “muito significativas permitem superar fragilidades estruturais” em Portugal, diz Siza Vieira

Ministro da Economia frisa que Plano de Recuperação e Resiliência já tem 57% do pacote fechado ao nível de grandes pilares, por exigência de Bruxelas, mas ainda falta selecionar os projetos.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital defende que Portugal vai receber um “conjunto de verbas muito significativas que, bem aplicadas”, permitirão ao país “superar fragilidades estruturais“. Pedro Siza Vieira apontou ainda que, para aplicar as verbas extraordinárias, o Governo procura projetos e programas que possam ser concretizados numa janela de tempo mais curta, e financiar um conjunto de matérias que normalmente não recebem fundos europeus.

Com este programa, o objetivo é “dar estímulo à economia a partir de investimentos já no próximo ano”, mas assegurar que “são capazes de ajudar a combater vulnerabilidades estruturais” da economia e da sociedade, apontou o ministro, no final das rondas de reuniões com os partidos, para discutir o Plano de Recuperação e Resiliência, em declarações transmitidas pelas televisões.

Pedro Siza Vieira admitiu também que, devido às restrições europeias, 57% do programa já está definido, para a transição climática (37%) e digital (20%). “Já temos algumas opções em termos de grandes pilares”, indicou, enquanto a “seleção concreta de projetos ainda não está fechada”. “Como vamos aplicar as verbas ainda está em aberto e vamos continuar a discutir para que nos possam ajudar a definir o que vamos apresentar”, sublinhou.

Outro dos temas em destaque nas reuniões com os partidos é o modelo de governação e de transparência. O ministro destacou que é “importante” que o exercício de preparação do plano “seja partilhado” e admite que, à volta das discussões, “houve preocupação com a forma de transparência na prestação de contas”.

O ministro responsável pela pasta da Economia referiu ainda que todos os governos na União Europeia “estão a fazer um esforço para absorver o choque” da pandemia, apontando que as medidas aplicadas “somam já muitos milhares de milhões, que correspondem a esforços nacionais” que os governos têm de continuar a assegurar”. Deixou assim a garantia de que o Governo está “disponível para continuar a estender apoios à medida das necessidades das famílias e empresas”.

(Notícia atualizada às 21h25)

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