BCE propõe à UE que torne o fundo de recuperação permanente

  • ECO
  • 23 Setembro 2020

Banco central concluiu que o fundo "assegura apoio macroeconómico mais forte a países mais vulneráveis". Sugere, por isso, que seja integrado de forma permanente nos instrumentos orçamentais europeus.

O Banco Central Europeu (BCE) defende que o fundo de recuperação da União Europeia seja transformado num instrumento permante. A proposta é dirigida aos Estados-membros da União Europeia, numa altura em que a Comissão Europeia se prepara para emitir 750 mil milhões de euros em dívida para apoiar a economia do euro, incluindo através de 390 mil milhões em subvenções a fundo perdido.

Numa análise a que o Financial Times (acesso condicionado / conteúdo em inglês) teve acesso, o BCE avaliou o benefício do fundo para cada país. Concluiu que o fundo “assegura um apoio macroeconómico mais forte a países mais vulneráveis”. Países como Croácia e Bulgária vão ter um ganho líquido (excluindo as contribuições que terão de fazer) superior a 10% do PIB pré-Covid, seguindo-se a Grécia com 9%. Entre os maiores beneficiários estão igualmente Portugal (5,4%), Espanha (3,4%) e Itália (1,9%).

Apesar de ser um instrumento não recorrente, o BCE defende que o fundo “poderá dar lições para a união económica e monetária, à qual ainda falta a capacidade orçamental permanente a nível supranacional para a estabilização macroeconómica em cada de uma crise profunda”, aponta. A entidade monetária liderada por Christine Lagarde terá assim sugerido que o fundo de recuperação seja integrado no arsenal dos decisores políticos quando voltarem a ser implementas as regras orçamentais da UE, de acordo com o FT.

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