FMI sugere que previsões económicas podem melhorar um pouco

  • Lusa
  • 24 Setembro 2020

Apesar de admitir que as perspetivas económicas podem ser menos desastrosas do que o esperado em junho, Gerry Rice salientou que a economia mundial não está "fora de dificuldades".

As perspetivas para a economia mundial são menos catastróficas do que o esperado em junho, indicou esta quinta-feira o porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), sugerindo que as próximas previsões, que serão divulgados em 13 de outubro, podem melhorar.

“Os dados económicos recentes sugerem que as perspetivas podem sem um pouco menos desastrosas do que quando foram divulgadas as previsões de crescimento no dia 24 de junho”, declarou Gerry Rice em declarações aos jornalistas, sublinhando que “algumas partes da economia mundial” começam a ultrapassar as dificuldades criadas pela pandemia de covid-19.

Nas previsões macroeconómicas que divulgou em junho, o FMI apontava para uma queda de 4,9% da economia mundial em 2020, depois de ter antecipado uma recessão de 3% em abril.

O porta-voz salientou, no entanto, que a economia mundial não está “fora de dificuldades”. Tirando a China, as perspetivas “continuam muito difíceis, em particular para muitos mercados emergentes e países em desenvolvimento”. “A situação é particularmente delicada para economias dependentes do turismo e as necessidades de financiamento continuam significativas”, indicou.

“No segundo trimestre, o desempenho da China e de um determinado número de outras economias avançadas foi melhor do que o previsto”, adiantou Rice. Após uma paralisação total da atividade mundial, os países começaram no segundo trimestre a aliviar as medidas de confinamento adotadas para conter a pandemia.

O FMI apontou também um outro elemento positivo: “sinais de que o comércio mundial começa a recuperar lentamente”. “Estamos muito preocupados com o facto de esta crise estar a anular os progressos em matéria de redução da pobreza que foram feitos nos últimos anos e reverter os progressos feitos para o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável”, afirmou o porta-voz.

O FMI indicou que também está atento ao endividamento dos países, quando há “um aumento significativo da vulnerabilidade da dívida” para muitos deles.

(Notícia atualizada com mais informações às 18h30)

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