Trump não se compromete com transição pacífica de poder

Instado a comprometer-se com uma transição pacífica de poder caso perca as eleições presidenciais norte-americanas, Donald Trump disse que "não vai haver uma transferência", mas sim "uma continuação".

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) recusou comprometer-se com uma transição pacífica de poder caso venha a perder as eleições de 3 de novembro. Donald Trump diz que “não vai haver uma transferência”, mas sim “uma continuação”.

Instado a comprometer-se com uma transição pacífica, o chefe de Estado foi claro: “Francamente, não vai haver transferência. Vai haver uma continuação”, disse durante a conferência de imprensa desta quarta-feira na Casa Branca, citado pelo The New York Times (acesso livre, conteúdo em inglês).

Esta questão tem ganhado relevância na política norte-americana. Donald Trump tem vindo a levantar dúvidas infundadas sobre a fiabilidade do sistema eleitoral, concretamente o voto por correspondência, suscitando receios de que uma eventual derrota não seja aceite e provoque um choque democrático. “Sabem que eu sou completamente contra o voto por correspondência, e estes votos são um desastre”, reiterou.

Esta tomada de posição por parte do presidente norte-americana tem suscitado preocupação por parte dos democratas, que temem que Donald Trump não aceite os resultados se perder. Mas não só. Horas depois destas declarações, Mitt Romney senador republicano de Utah, expressou a sua preocupação na rede social Twitter. “É fundamental para a democracia a transição pacífica; sem isso existe a Bielorrússia”, apontou, acrescentando que “qualquer sugestão de um presidente não poder respeitar essa garantia constitucional é impensável e inaceitável”.

As eleições norte-americanas estão agendadas para 3 de novembro de 2020 e vão colocar “frente-a-frente” Donald Trump, atual presidente dos EUA e na corrida pelos republicanos, e Joe Biden, pelos democratas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trump não se compromete com transição pacífica de poder

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião