Semana ideal? Portugueses preferem dois dias de trabalho a partir de casa e três no escritório

  • Pessoas
  • 30 Setembro 2020

Os trabalhadores portugueses gostariam de dividir a semana entre trabalho remoto e presencial, revela estudo da Hays, que aponta ainda para um aumento da produtividade e da qualidade de vida familiar.

A situação ideal numa semana de trabalho, para a maioria dos trabalhadores portugueses, seria entre dois a três dias de trabalho remoto e três dias de trabalho presencial. Cerca de 19% dos trabalhadores gostaria ainda de ter a possibilidade de trabalhar apenas um dia por semana no escritório, já que a produtividade em teletrabalho não sofreu grandes alterações, revela um relatório da empresa de recrutamento Hays, que contou com a participação de 607 profissionais.

Globalmente, a maioria dos inquiridos parece apontar para uma maior preferência por trabalho remoto face ao trabalho presencial.

Oito em cada vez inquiridos experienciaram o teletrabalho durante o período de confinamento e quase metade, 46%, considera que a sua produtividade se manteve, sendo que 39% indica mesmo que melhorou. No relatório, destaca-se a qualidade da vida familiar, que aumentou para metade dos inquiridos.

No entanto, destaca a Hays, fatores como o da saúde mental e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional parecem estar bastante polarizados. Dois em cada dez (21%) consideram que o seu equilíbrio entre vida pessoal e profissional se manteve, sendo que 32% indica que piorou e 46% que melhorou. O mesmo acontece com a saúde mental que, para 30% dos inquiridos piorou e, para 25% melhorou.

“O contexto de pandemia veio acelerar de forma inédita novas formas de trabalho e colocar inúmeros desafios a empresas e profissionais. O mercado está ainda em fase de adaptação, e tudo parece indicar que soluções one-fits-all não vão ser bem-sucedidas – o trabalho remoto será a solução ideal para alguns profissionais e empresas, mas não para outros. O desafio dos próximos tempos passa por encontrar o equilíbrio certo entre as necessidades dos profissionais e a realidade de cada negócio, e há que fazê-lo com ponderação, medindo resultados e adaptando soluções consoante as aprendizagens”, sublinha Paula Baptista, managing director da Hays Portugal, citada em comunicado.

Ainda de acordo com os profissionais inquiridos, 41% estão neste momento a trabalhar a partir de casa, 32% estão a dividir o seu horário de trabalho entre trabalho remoto e presencial e 27% estão de regresso ao local de trabalho a tempo inteiro, sem possibilidade de trabalho remoto.

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