Sondagem: Teletrabalho ou escritório? Advogados preferem trabalhar a partir de casapremium

No inquérito realizado pela Advocatus, mais de metade prefere manter o regime de teletrabalho (64,4%), face aos 35,6% que afirmam querer regressar ao escritório.

23,1%. Foi este o valor de crescimento do número de teletrabalhadores em Portugal, no segundo trimestre de 2020, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Esta percentagem traduz um aumento para 1.094 milhões de pessoas em regime de teletrabalho no país. Sendo que 91,2% destes profissionais indicaram que a principal causa é a pandemia Covid-19.

Mas e os advogados? Estarão a gostar do novo modelo de trabalho? Ou preferem voltar à dia-a-dia na sua secretário no escritório? A Advocatus foi fazer uma sondagem juntos dos advogados do país de forma a saber qual é a sua preferência e porquê.

Dos 348 advogados, sondados pela Advocatus, 64,4% prefere exerce a sua atividade em regime de teletrabalho (224 inquiridos), face aos 35,6% que prefere o seu escritório na firma.


Teletrabalho é o regime preferido dos advogados

Com 64,4% dos advogados sondados a preferir o regime de teletrabalho, vários foram os fatores apresentados pelos mesmos que contribuem para a sua escolha.

Com mais de 80%, a redução do tempo despendido na deslocação para o escritório foi a razão mais apresentada pelos advogados, seguindo-se, com 73,2%, o fator da comodidade.

Entre os fatores estão ainda a produtividade (63,4%), a qualidade de vida e bem-estar social (58,3%), o horário flexível (57,6%) e a redução das despesas mensais (52,2%).

Ainda assim, o isolamento social (60,7%) é a principal desvantagem apontada pelos advogados que preferem o regime de teletrabalho. Entre os pontos negativos destacados estão ainda a invasão do trabalho no lar e nos tempos livres (50,9%), o aumento dos custos energéticos (27,7%) e o espaço de trabalho (25,4%).

Mas será que preferem que o teletrabalho seja uma nova política da empresa e que se perpetue eternamente ou, por outro lado, preferem regressar ao escritório depois de uns tempos?

À Advocatus, os advogados mostraram-se divididos quando confrontados com a questão. Ainda assim a maioria (54,9%) respondeu que gostaria de adotar este mecanismo laboral para sempre, face aos 16,1% que não querem o teletrabalho para sempre. Cerca de 29% dos advogados sondados preferem um regime misto.


35,6% prefere regressar à secretária do escritório

Apesar de mais de metade dos advogados sondados pela Advocatus querem manter o regime de teletrabalho, 35,6% querem regressar ao escritório e retomar as rotinas que existiam antes da pandemia Covid-19 assolar o país e o mundo.

A produtividade foi o fator justificativo da sua escolha mais referenciado pelos advogados, com 71,8%. A promoção do convívio social (58,1%), a rotina (52,4%) e o menor isolamento social (41,9%) foram outros dos fatores referidos pelos profissionais.

Mas o regresso ao “antigamente” não traz só benefícios. Vários foram os fatores que o sondados indicaram como desvantagens de voltar para os gabinetes das firmas.

A liderar está o aumento do tempo despendido em deslocações (79%), seguindo-se do aumento das despesas mensais (41,9%) e do horário de trabalho menos flexível (39,5%).

Menor capacidade de foco, menor comodidade e menor segurança foram outras das desvantagens apontadas pelos advogados.

Ainda assim, os advogados que preferem laborar no escritório, não se importam que seja adotado um regime misto, ou seja divisão do tempo entre teletrabalho e o escritório, 70,2%. Apenas 16,1% não quer essa solução e 13,7% mostrou-se com dúvidas.

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