Desemprego na Zona Euro sobe há cinco meses consecutivos e atinge 8,1%

Desde abril que a taxa de desemprego continua a subir na União Europeia e na Zona Euro, atingindo os valores registados em 2017 e 2018. Ou seja, apagando o emprego criado nos últimos dois anos.

A taxa de desemprego situou-se nos 8,1% na Zona Euro em agosto, acumulando cinco meses consecutivos de subidas por causa da crise pandémica. No conjunto da União Europeia, a taxa está nos 7,4%, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

Ao todo, o gabinete europeu de estatísticas estima que em agosto havia 15,6 milhões de pessoas desempregadas na União Europeia, das quais 13,18 milhões na Zona Euro. Em comparação com julho, o número de pessoas desempregadas aumentou em 238 mil na UE e em 251 mil na Zona Euro.

Deste bolo, três milhões de desempregados são jovens com menos de 25 anos na UE, incluindo 2,46 milhões na Zona Euro. Assim, a taxa de desemprego jovem subiu para 17,6% na UE e 18,1% na Zona Euro em agosto, mais do que os 17,4% e 17,8% de julho, respetivamente. Em comparação com julho, o número de desempregados jovens subiu em 64 mil na UE e em 69 mil na Zona Euro.

Em relação ao género, o desemprego continua a ser maior junto da mulheres (7,6% na UE em agosto) e menor nos homens (7,1% na UE em agosto), ainda que a diferença não seja muto significativa. O mesmo se verifica na Zona Euro.

A taxa de desemprego em Portugal ajustada de sazonalidade é de 8,1%, exatamente igual à média da Zona Euro. Espanha destaca-se com a taxa mais elevada, nos 16,2%, seguindo-se Itália com 9,7%. No lado oposto estão países como a Alemanha (4,4%), Holanda (4,6%) ou Áustria (5%).

Há 16 Estados-membros da UE com uma taxa de desemprego inferior à de Portugal. Os restantes oito Estados-membros têm uma taxa igual ou superior. Contudo, é de notar que falta o valor de três Estados-membros: Hungria, Estónia e Grécia, sendo que este último tem a maior taxa de desemprego de todos (18,3% em junho).

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