Nas notícias lá fora: Despedimentos, Biden e teletrabalho

  • ECO
  • 1 Outubro 2020

O Governo alemão prepara-se para regular o teletrabalho. Nos EUA, Joe Biden conseguiu um recorde de donativos após o debate com Trump. Por todo o mundo, continua a onda de despedimentos.

A crise pandémica está a levar a mais despedimentos, desta vez nas companhias aéreas norte-americanas e também na América Latina, como é relatado esta quinta-feira na imprensa internacional. Na Alemanha, o Governo prepara-se para regular o teletrabalho. Nos EUA, Joe Biden conseguiu um recorde de donativos após o debate com Trump. Nota ainda para a bolsa japonesa que estará fechada esta quinta-feira por causa de um erro técnico.

CNBC

Companhias aéreas United Airlines e American Airlines vão despedir 32.000 trabalhadores

A companhia aérea norte-americana United Airlines anunciou que vai despedir a partir de hoje 13.000 funcionários, poucas horas depois da American Airlines ter anunciado que iria dispensar 13.000. No total, as duas empresas contam dispensar 32.000 trabalhadores, uma vez que os políticos norte-americanos não chegaram a acordo sobre uma extensão da ajuda ao setor aéreo, em crise devido à pandemia. Ambas as empresas exortaram o Congresso dos EUA a aprovar um novo plano de salvamento para evitar despedimentos. No entanto, as negociações entre Democratas e Republicanos para aprovar um novo pacote de estímulos para enfrentar a crise económica resultante da pandemia do coronavírus têm estado paradas há meses.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês).

La Nación

América Latina perdeu mais de 34 milhões de empregos com a pandemia

A América Latina registou uma queda de pelo menos 34 milhões de empregos devido à pandemia de covid-19, revelou a Organização Internacional do Trabalho, exortando os países da região a adotarem “estratégias imediatas” para combater o problema. O número indicado agora pela OIT é superior à estimativa anterior que, no início de agosto, apontava para uma redução de 14 milhões de postos de trabalho na região. O diretor da OIT para a América Latina e Caraíbas, Vinicius Pinheiro, considerou tratar-se de “um desafio sem precedentes”. Vinicius Pinheiro disse que o terceiro trimestre registou uma recuperação da atividade económica e, segundo dados preliminares, uma tentativa de recuperação do emprego.

Leia a notícia completa no La Nación (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Financial Times

Governo alemão vai regular teletrabalho nas próximas semanas

O ministro do Trabalho alemão, Hubertus Heil, anunciou que o Governo irá avançar com legislação para dar aos trabalhadores o direito legal de trabalhar a partir de casa. Numa entrevista ao Financial Times, Heil revela que o esboço da lei será publicado nas próximas semanas. O objetivo é assegurar que os trabalhadores tenham a opção de trabalhar a partir de casa quando possível, assim como regular o teletrabalho, nomeadamente na limitação do horário. A lei irá reforçar os direitos dos trabalhadores e definir fronteiras claras entre a vida profissional e a vida pessoal.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

The Guardian

Biden regista recorde de donativos após debate com Trump

O candidato democrata às eleições norte-americanas que se realizam em novembro registou um recorde de donativos após o debate com o atual presidente. A campanha de Joe Biden recebeu 3,8 milhões de euros entre as 10 e as 11 da noite (horário dos EUA) através do ActBlue, o site de donativos do Partido Democrata. Este é um recorde de donativos recebidos numa só hora e o valor também supera as outras campanhas locais de donativos. O valor é um sinal positivo para Biden após o debate ter sido criticado quase por todos os analistas pela confusão e insultos.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

The New York Times

Bolsa japonesa fechada por causa de erro técnico

A bolsa de Tóquio está fechada esta quinta-feira para que a empresa que a gere possa resolver um problema técnico que afetou a negociação bolsista. Esta interrupção da bolsa japonesa é a mais grave de sempre para uma das maiores plataformas de compra e venda de ações, escreve o The New York Times, recordando que, apesar de terem existido erros técnicos no passado, nunca a negociação esteve parada durante um dia inteiro. O objetivo da empresa que gere a bolsa é que a negociação volte esta sexta-feira.

Leia a notícia completa no The New York Times (acesso livre, conteúdo em inglês).

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