Quanto ganha o campeão da F1? Salário de Hamilton tem sete zeros

  • Jorge Girão
  • 10 Outubro 2020

Ao longo dos seus mais de 14 anos no pináculo do automobilismo, Hamilton somou 458,65 milhões de euros, auferindo no seu presente contrato com a Mercedes de 42,55 milhões de euros por temporada.

Lewis Hamilton é considerado unanimemente o melhor piloto da atualidade, estando à beira de bater diversos recordes ainda na posse de Michael Schumacher, mas há um que já suplantou: o de piloto mais bem pago da história da Fórmula 1.

Quando o piloto alemão terminou a sua carreira definitivamente em 2012, poucos imaginariam que os seus sete títulos mundiais e as noventa e uma vitórias em Grande Prémios, recordes absolutos, seriam batidos alguns anos mais tarde, mas ambos estão perto de ser suplantados.

Curiosamente, é o piloto que o substituiu na Mercedes em 2013, Lewis Hamilton, que se apresta para o fazer, podendo este ano conquistar o seu sétimo título na Fórmula 1 e ultrapassar as noventa e uma vitórias do germânico – neste momento contabiliza 90.

Porém, no campo financeiro o inglês já deixou o génio alemão para trás.

Ao longo da sua carreira de mais de dezoito temporadas na categoria máxima do desporto automóvel, Michael Schumacher auferiu cerca de 394,83 milhões de euros, em média, cerca de 22 milhões por ano.

Os seus anos mais lucrativos foram os em que defendeu as cores da Ferrari, equipa com a qual alcançou cinco títulos consecutivos, quando chegou a receber perto de 35 milhões de euros por época.

Lewis Hamilton ingressou na Fórmula 1 em 2007, tendo estado ao longo de toda a sua carreira em equipas de ponta – primeiro com a McLaren e depois com a Mercedes – conquistando seis Campeonatos Mundiais e noventa vitórias, o que o lançou para o posto de segundo piloto mais bem-sucedido da história.

Ao longo dos seus mais de 14 anos no pináculo do automobilismo, o inglês somou 458,65 milhões de euros, auferindo no seu presente contrato com a Mercedes de 42,55 milhões de euros por temporada, com prémios incluídos.

Hamilton é ainda embaixador da Tommy Hilfiger, Puma, Bose, Sony, Vodafone, Monster, fortalecendo com 10 milhões de euros os seus principescos rendimentos, que lhe permitem figurar no quadragésimo lugar da lista das celebridades mais bem pagas da Forbes, à frente de nomes como Jay-Z, Jerry Seinfeld ou Drake – uma lista liderada por Kylie Jenner e em que Cristiano Ronaldo está na quarta posição.

O acordo entre o hexacampeão mundial e a Mercedes expira no final deste ano, mas um novo contrato deverá ser assinado nas próximas semanas e, apesar da crise provocada pela pandemia da Covid-19, não antevê uma redução do vencimento de Hamilton.

A competência em pista a roçar a perfeição que o inglês continua a evidenciar é uma das justificações para que mantenha o seu vencimento, este ano triunfou em seis dos dez Grandes Prémios disputados, mas os seus argumentos não se esgotam nas capacidades ao volante.

O piloto de Stevenage é hoje uma figura mediática global, em parte devido aos seus feitos no automobilismo, mas também o seu modo de vida que o coloca na ribalta, privando de perto com diversos cantores e atores de Hollywood, o que lhe dá uma notoriedade extraordinária nos Estados Unidos da América e inalcançável para os seus adversários de pista, dado que a Fórmula 1 tem, ainda, uma expressão limitada em “terras do Tio Sam”.

Esta exposição mediática de Hamilton no continente norte-americano é de extrema importância para a Mercedes, uma vez que tem ainda muita margem de progressão ao nível das vendas dos seus produtos no segundo maior mercado do mundo – em 2019 colocou nas estradas americanas 316.094 unidades contra 937.881 na Europa – fazendo o seu piloto parte da estratégia marketing para incrementar as suas vendas.

Para além disso, Hamilton, alavancado pelo seu alcance no Instagram, Twitter e Facebook, dedica-se a diversas causas sociais, atualmente a mais visível a “Black Lifes Matter”, assumindo-se como um influenciador de comportamentos, algo que é bastante valioso para as marcas que representa e para a Mercedes, que lhe paga o vencimento de 42,55 milhões de euros por ano.

São qualidades mais que suficientes para que na hora de negociar o construtor de Estugarda abra os cordões à bolsa e para que Hamilton, para além dos recordes que procura bater nas pistas mundiais, defina novos patamares financeiros.

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