Governo quer até 25% da administração central em teletrabalho no interior do país

No âmbito da medida que prevê a descentralização dos serviços públicos, o Governo vai permitir o teletrabalho para 25% dos trabalhadores até ao final da legislatura e apostar em espaços de cowork.

O Governo vai permitir o teletrabalho para 25% dos trabalhadores da administração central com funções compatíveis, até ao final da legislatura, no âmbito da transferência dos trabalhadores para o interior do país, refere a proposta de Orçamento do Estado para 2021, apresentada na noite desta segunda-feira.

A medida pretende contribuir para “uma maior flexibilidade da prestação de trabalho, em termos de horário e de conjugação com a vida pessoal, familiar e profissional e, simultaneamente, mitigar o absentismo”.

A transferência de serviços públicos para o interior “será alicerçada num programa de portabilidade dos postos de trabalho, visando o aproveitamento das estruturas locais existentes, nomeadamente nas autarquias ou noutras instituições do Estado, para que possam ser criados centros de teletrabalho no interior do país, designadamente através da disponibilização de espaços de trabalho partilhados (co-work)“, lê-se ainda no relatório do OE para 2021.

 

De acordo com a proposta orçamental, a implementação destes espaços de trabalho partilhado, “permite ao trabalhadores uma maior flexibilidade na gestão do seu dia-a-dia, fixar população nas regiões de menor densidade populacional, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores da Administração Pública, bem como a manutenção das relações sociais no contexto laboral”.

Só no próximo ano serão identificados os serviços públicos e os seus trabalhadores a transferir para o interior do país.

A proposta orçamental foi entregue esta segunda-feira no Parlamento pelo Governo. A votação na generalidade está agendada para 28 de outubro e a votação final global do documento para 26 de novembro.

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