Microsoft aposta na flexibilidade. Vai permitir teletrabalho permanente

  • Pessoas
  • 12 Outubro 2020

A gigante tecnológica comunicou novas diretrizes aos trabalhadores para o pós-pandemia. A partir de agora, a flexibilidade horária e o teletrabalho passarão a ser a norma na maioria das funções.

A pensar num futuro de trabalho mais flexível e que se adapte a todos os trabalhadores, a Microsoft vai implementar o teletrabalho permanente no pós-pandemia, desde que os trabalhadores tenham a aprovação dos seus superiores e as funções assim o permitam, avança a BBC (acesso livre, conteúdo em inglês). A gigante tecnológica define agora que, para a maior parte dos cargos, a flexibilidade de horários e a possibilidade de teletrabalho passa a ser a norma, desde que alinhada com as necessidades de cada equipa e função.

A informação foi partilhada na página oficial da Microsoft pela responsável pelos recursos humanos da tecnológica, Kathleen Hogan, que reconhece que a flexibilidade se deve adaptar às diferentes necessidades de cada trabalhador, dependendo do cargo e dos objetivos de negócio.

“A flexibilidade pode significar coisas diferentes para cada um de nós e reconhecemos que não existe uma solução única, dada a variedade de funções, requisitos de trabalho e necessidades de negócios que temos na Microsoft. Reconhecemos que alguns trabalhadores precisam de estar no escritório e, algumas funções e negócios são mais adequadas do que outras para serem executadas fora do local de trabalho. No entanto, para a maioria das funções, consideramos como norma o teletrabalho para parte do período de trabalho (menos de 50%), assumindo o alinhamento da gestão e da equipa”, lê-se no comunicado.

 

“A pandemia levantou questões sobre o que os nossos trabalhadores podem esperar no futuro, por isso, esta semana, fornecemos algumas orientações sobre o nosso pensamento acerca da flexibilidade no trabalho. No futuro, é nosso objetivo oferecer o máximo de flexibilidade possível para apoiar estilos de trabalho únicos, ao mesmo tempo que equilibramos as necessidades de negócio e garantimos que continuamos a viver a nossa cultura”, refere Kathleen Hogan, vice-presidente executiva e chief people officer da Microsoft, no comunicado oficial.

Até à data, o regresso aos escritórios na Microsoft continua a ser opcional, exceto para as funções que requerem presença física obrigatória. A decisão da Microsoft agora anunciada aproxima-se assim de outras já tomadas em empresas como o Twitter, que em maio autorizou o teletrabalho para sempre a todos os trabalhadores.

Empresas como a Uber, a Google e o Facebook também já adiaram o regresso aos escritórios para 2021, devido à pandemia. Em Portugal, o Grupo Impala optou pelo trabalho remoto permanente para alguns trabalhadores.

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