Bruxelas quer que Portugal invista nos transportes e energia sustentáveis

  • Lusa
  • 14 Outubro 2020

Com base no PNEC 2030, Bruxelas diz que Portugal pode melhorar na energia, sobretudo na eficiência energética dos edifícios e na diversificação da produção de energia renovável.

A Comissão Europeia desafiou Portugal a investir na promoção do transporte sustentável e na eficiência energética, apostando nas fontes renováveis e nas interligações, na avaliação do Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 (PNEC 2030).

Com base no PNEC 2030, Bruxelas sugere que Portugal, invista, no setor dos transportes, em “medidas de promoção do transporte sustentável”, nomeadamente através do investimento na eletrificação e na melhoria da “interoperabilidade ferroviária e integração dos portos e das infraestruturas ferroviárias”.

Outro ponto em que a Comissão Europeia avalia que possa haver melhorias é o da energia, designadamente a eficiência energética dos edifícios, a diversificação da produção de energia renovável e a adoção de medidas destinadas a reforçar e expandir as linhas de transmissão e distribuição, incluindo as “interligações elétricas com os países vizinhos”.

O PNEC 2030 poderá ainda incluir medidas orientadas para a adaptação às alterações climáticas, incluindo uma melhor gestão da água, prevenção e preparação de riscos.

A avaliação considera que os objetivos nacionais de quota de 47% de fontes de energia renováveis no consumo final bruto de energia em 2030 é “suficientemente ambicioso”. No entanto, os objetivos para o consumo de energia primária — de 22,6 m milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep) este ano e 21,5 Mtep em 2030 — são modestos.

A mesma avaliação é feita ao de consumo de energia final (17,4 Mtep este ano e 14,9 Mtep em 2030).

Os contributos nacionais para a meta de redução de emissões de gases com efeito de estufa (que eram de 17%) terão que ser revistos, tendo em conta os novos limites propostos (55%).

A avaliação do PNEC 2030 foi divulgada no âmbito do Relatório sobre a Situação da União da Energia em 2020.

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