Lisboa dá trambolhão. Europa sente impacto da Covid-19

Após três sessões em alta, o índice de referência nacional voltou a negociar em terreno negativo. Na Europa, a sessão também foi de perdas.

As correções do grupo EDP atiraram o PSI-20 para terreno negativo, com todas as cotadas no vermelho. Após três sessões em alta, o índice de referência nacional tombou 2,45% para 4.194,82 pontos, acompanhando assim a tendência negativa nas principais bolsas mundiais numa altura em que o sentimento dos investidores tem sido penalizado pelo agravamento da pandemia.

A casa-mãe EDP tombou 4,89% para 4,48 euros por ação, enquanto a eólica EDP Renováveis perdeu 2,77% para 16,82 euros. O grupo está a corrigir após ter subido nas últimas sessões graças tanto à divulgação de dados operacionais de produção dos primeiros nove meses do ano, bem como de um novo contrato de venda de energia solar nos EUA.

Em simultâneo, as cotadas foram também penalizadas pelo sentimento negativo generalizado. A Galp Energia recuou 2,96% e o BCP perdeu 2,8% para 0,0766 euros por ação (após ter tocado, durante a sessão, o mínimo histórico de 0,0759 euros por ação). As perdas da Sonae (-2,5%), Jerónimo Martins (-1,83%) e Nos (-0,26%) também deram perdas ao índice.

As bolsas europeias estão a refletir negativamente o agravamento do número de infeções por coronavírus, em vários países, incluindo Portugal, onde a partir desta quinta-feira há medidas mais restritivas. Também em França foi decretado estado de emergência e recolher obrigatório a partir das 21h em várias cidades e em Londres será proibida a socialização entre diferentes famílias em espaços interiores.

Neste cenário, o Stoxx 600 tombou 2,1%, na maior queda diária desde 21 de setembro. O britânico FTSE 100 caiu 1,8% e o alemão DAX desvalorizou 2,6%, sendo que ambos estão em mínimos de três semanas. O francês CAC 40 caiu 2,2% e o espanhol IBEX 35 desvalorizou 1,5%.

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