“Sem OE, país atravessa crise em muito piores condições”, avisa Siza Vieira

  • ECO
  • 17 Outubro 2020

Siza Vieira não dramatiza o impasse nas negociações orçamentais com os parceiros parlamentares. "O OE só não é aprovado se PCP e BE votarem contra ele” ao lado da direita, diz o ministro.

Se a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo não for aprovada no Parlamento, o país “não morre”, mas atravessará a crise “em muito piores condições”, avisa o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, em entrevista ao Expresso (acesso pago). O governante salienta que o documento em causa só não receberá “luz verde”, se o PCP e o BE votarem contra, isto é, ao lado da direita.

Siza Vieira sublinha que, se a proposta orçamental não passar, não será possível, por exemplo, lançar o novo apoio social, nem estender as ajudas hoje disponíveis para as empresas, como já sugeriu o Governo. “Trabalhar em duodécimos é, mês a mês, gastar apenas a despesa correspondente a 1/12 do ano anterior. O que toda a gente está a dizer é que precisamos de respostas reforçadas em 2021. O país não vai morrer, em circunstância nenhuma, mas atravessará em muito piores condições uma crise como esta“, frisa o ministro.

Sobre as negociações com as forças políticas mais à esquerda, o governante afirma que já conhecia as exigências dos bloquistas desde julho, tendo ouvido desde então ainda outras reivindicações, “depois outras, depois outras e agora linhas vermelhas”. “O processo de discussão do OE continua depois da apresentação da proposta de lei. Acho sempre que pôr linhas vermelhas e afirmá-las publicamente nunca conduz a um bom resultado”, defende, referindo que a proposta que foi apresentada no início da semana no Parlamento foi construída “de forma muito dialogada”.

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