Presidente do BCP defende criação de fundo soberano para ajudar empresas

Miguel Maya defendeu a criação de um fundo soberano para que se evite transformar em perdas as garantias públicas concedidas nas linhas Covid.

O presidente executivo do BCP defendeu a criação de um fundo soberano para ajudar as empresas economicamente viáveis mas que estão em dificuldade por causa da crise provocada pela pandemia.

“Com empresas que tiverem viabilidade económica e não tiverem viabilidade financeira, e que essa inviabilidade financeira resultar dessa carga adicional das linhas Covid, o Estado não assumiu já o risco e não vai já ter o custo de honrar a garantia bancária? Se a empresa é viável, não devíamos estar já a pensar num fundo soberano em que o Estado assumisse essas participações e não transformasse em perdas essas garantias que vai ter de operar?“, propos Miguel Maya na conferência “Banca do Futuro”, organizada pelo Jornal de Negócios.

Segundo explicou, este fundo soberano não teria um custo adicional para o Estado, pois ele já foi assumido com a emissão de garantias nas linhas de crédito Covid.

“Por que é que não havemos de ter o fundo soberano? Só porque não temos petróleo não temos fundo soberano? O custo já está tomado na emissão das garantias e iria ajudar as empresas — e não os bancos — a superarem a crise“, disse Miguel Maya.

A ideia de criação de um fundo soberano foi lançada por António Costa Silva no Plano de Recuperação Económica que foi encomendado pelo Governo.

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