Crescimento do negócio da saúde sustenta seguradoras

  • ECO
  • 31 Outubro 2020

José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, defende, em entrevista ao Dinheiro Vivo, a extensão das moratórias no setor.

O negócio dos seguros de saúde ainda não parou de crescer desde o início da pandemia, que fez também nascer, nos últimos meses, os seguros Covid. É o reforço deste segmento que irá sustentar o setor dos seguros na totalidade do ano, segundo explicou José Galamba de Oliveira, em entrevista ao Dinheiro Vivo (acesso pago). O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores defende igualmente a extensão das moratórias dos seguros, bem como a implementação de incentivos à poupança.

“A oferta começou a aparecer agora, em junho/julho. Os seguros covid nasceram relacionados com a crise pandémica, mas sobretudo relacionados com a proteção de rendimentos, na perspetiva de poder complementar o subsídio em caso de desemprego ou de ter alguma coisa nos casos de quem não tem direito a subsídio. Mas são seguros muito recentes e ainda não temos perspetiva do grau de adesão”, explica Galamba de Oliveira. “O que posso dizer — e que foi uma surpresa até para nós — foi que o seguro de saúde foi o único em Portugal que esteve sempre a crescer, nunca caiu”.

O responsável da associação considera que a tendência está relacionada com a preocupação das pessoas com a sua saúde, preferindo pagar a confiar no Sistema Nacional de Saúde. Sobre o desempenho das seguradoras este ano, Galamba de Oliveira acrescenta: “Esperamos uma grande queda no ramo vida e crescimento nulo ou queda ligeira no não-vida – entre o ramo saúde a crescer bem e os outros a cair”.

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