Turismo do Algarve estima perda de 74 milhões com MotoGP sem público

  • Lusa
  • 6 Novembro 2020

Presidente do Turismo do Algarve estimou em 74 milhões de euros a perda de receitas diretas para a região, pela ausência de público no Grande Prémio de Portugal de MotoGP.

O presidente do Turismo do Algarve estimou esta sexta-feira em 74 milhões de euros a perda de receitas diretas para a região, pela ausência de público no Grande Prémio de Portugal de MotoGP, em Portimão.

A prova portuguesa, 14.ª e última ronda do campeonato do mundo de velocidade de motociclismo, vai fechar a temporada em 22 de novembro, uma semana depois do Grande Prémio da Comunidade Valenciana.

Segundo João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), “existia uma estimativa de receita na ordem dos 80 milhões de euros, mas sem a presença de pessoas, essa receita não deverá ultrapassar os seis milhões”.

“Com as pessoas que integram as equipas de motociclismo de MotoGP, jornalistas, pessoas da organização e que são externas à região, existe um impacto significativo em termos de alojamento de cerca de 21 mil dormidas, aluguer de veículos, alimentação e consumo, estimando-se o valor de seis milhões de euros”, indicou.

Para João Fernandes, embora a receita seja um contributo para a região, “fica longe dos 80 milhões que estavam estimados para a realização da prova com a presença de público”.

No entanto, o responsável do Turismo do Algarve considera que “nem tudo está perdido, porque o que é mais importante nesta prova, é a capacidade de granjear notoriedade para o país e um destino turístico como o Algarve, nomeadamente através da transmissão televisiva que chega a mais de 400 milhões de lares em todo o mundo”.

“Se formos ver o impacto nas redes sociais da organizadora da prova, constatamos que, em 2019, tiveram um alcance superior a 6,7 biliões, com 1,25 biliões de vídeos vistos, uma capacidade de comunicação que é extraordinária e que não se perde, sobretudo num ano em que estamos mais confinados e atentos a conteúdos digitais”, apontou.

Segundo João Fernandes, a RTA não fez investimentos para a promoção da prova, uma vez que existe um caderno de encargos muito fechado e com muitas regras por parte das organizações destas provas, limitando-se a entidade do turismo “a ampliar e replicar comunicação que a organização vai publicando”.

“Na prática, aproveitamos essas publicações para fazer a nossa comunicação e isso não se perde, porque é uma aposta digital”, destacou.

João Fernandes disse que inicialmente “se esperava que a prova portuguesa pudesse ter a presença de 35 mil espetadores, com todos os requisitos de salvaguarda da saúde”, admitindo que hoje e devido à situação pandémica “não é razoável falar desses números”.

“Temos que respeitar as regras da Direção-Geral da Saúde, porque elas são para preservar o bem maior que é a saúde e sempre foi uma condição bem presente e que poderia acontecer um cenário destes [ausência de público] devido à situação de pandemia em que vivemos”, concluiu.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos em mais de 48,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.792 pessoas dos 166.900 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Turismo do Algarve estima perda de 74 milhões com MotoGP sem público

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião