António Costa: “Pessoas não reagiram tão prontamente como no passado” para travar a pandemia

Prmeiro-ministro afasta culpas pela segunda vaga da pandemia. Diz que o Governo fez o que era possível fazer, mas que é preciso que as pessoas evitem os contactos para travar as infeções.

António Costa rejeita a crítica de que o Governo não se tenha preparado para a segunda vaga da pandemia de Covid-19. Em entrevista TVI, o primeiro-ministro diz que “o que podíamos preparar, preparámos”. Agora, “há uma coisa que não depende do Governo, mas das pessoas”, salientando que “as pessoas, no seu conjunto, não reagiram tão prontamente como no passado”.

“O que podíamos preparar, preparámos”, diz Costa, lembrando o reforço da capacidade da linha SNS 24, dos testes à Covid-19, da vigilância das pessoas, da capacidade de internamento e de UCI. Aumentámos muito essa capacidade”, diz Costa, lembrando que “temos o dobro das pessoas internadas do que no pior momento da primeira vaga”.

“Há uma coisa que não depende do Governo, mas das pessoas. É a transmissão da doença”, remata. “Não temos capacidade de nos substituir à responsabilidade de cada um”, diz. “As pessoas não reagiram tão prontamente como reagiram no passado”, alerta Costa.

Questionado sobre se não deveria ter tido um discurso que assustasse mais os portugueses, Costa diz que o “difícil é saber se assustamos de mais ou de de menos”.

Fora de controlo? Não

Costa defende as medidas adotadas neste estado de emergência, embora reconheça o impacto que estas têm, seja nas pessoas, seja nos negócios e, consequentemente, na economia.

Sobre a capacidade de resposta à pandemia, Costa diz que se conseguirmos controlar a pandemia agora, vamos conseguir viver sem dramas de rutura” no SNS.

“Estamos no momento em que temos capacidade de controlar” a pandemia, isto apesar da crescente pressão sobre o SNS. Com as novas infeções a crescerem a um ritmo que surpreendeu Costa, os internamentos em enfermaria e em UCI estão a atingir recordes consecutivos.

“Temos 433 doentes Covid-19 em UCI. Temos 704 camas para UCI sem perturbar atividade [normal do SNS]. Temos 944, já perturbando. E temos obras em Évora, Gaia e Sintra para aumentar oferta”, salientou o primeiro-ministro.

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