BCP dispara quase 9% para máximos de dois meses e meio

Ações europeias arrancaram a sessão entre ganhos e perdas ligeiras, mas aceleraram. Em Lisboa, o PSI-20 segue em alta, com o impulso do forte ganho do BCP.

As principais bolsas europeias arrancaram a sessão desta terça-feira a negociar entre ganhos e perdas ligeiros, após os fortes ganhos de ontem em reação ao anúncio da farmacêutica Pfizer, cuja vacina terá uma eficácia de 90% contra a Covid-19. É um primeiro passo para o fim dos confinamentos e restrições e a perspetiva de regresso à normalidade deixou os investidores europeus e norte-americanos em euforia.

As bolsas asiáticas ainda acompanharam a tendência, mas a Europa já acordou em clima de pós-festa, a negociar na linha de água. Nas primeiras negociações, as ações transitaram entre o verde o vermelho, tendo-se fixado em terreno positivo e acelerado posteriormente. Às 9h30, o Stoxx 600 sobe 0,15%. O espanhol IBEX 35 avança 2%, o francês CAC 40 ganha 1,5%, enquanto o britânico FTSE 100 soma 1%. Em contrapartida, o alemão DAX cede 0,31%

Em Lisboa, o PSI-20 avança 1,8% para 4.297,34 pontos com 14 das 17 cotadas no verde. O BCP continua entre os maiores ganhos, tendo chegado a valorizar 8,7% para 0,0987 euros por ação. Este é o valor mais elevado desde 1 de setembro e segue-se a um disparo superior a 17% na última sessão. Na Europa, o setor da banca avança 3,2%.

Ganho maior só mesmo o da Ibersol, que soma 9,6%. Na energia, a Galp sobe 4,62% para 8,642 euros (depois de ter ganho 19% ontem), a EDP Renováveis soma 0,5% e a EDP desliza 0,84%. Também a Jerónimo Martins (-0,42%) e a Corticeira Amorim (-1,5%) seguem em baixa.

Os CTT — que abriram no vermelho — inverteram e seguem a ganhar 1,15% para 2,205 euros por ação, apesar de o CaixaBank/BPI ter cortado o preço-alvo da ação para 2,90 euros (contra o anterior 3,95 euros) devido a uma alteração na avaliação no Banco CTT.

Apesar de algumas exceções, o sentimento continua de forma geral positivo. A Organização Mundial de Saúde espera que uma vacina contra a Covid-19 possa ser lançada até março de 2021, o poderá mudar fundamentalmente o curso da pandemia. A União Europeia já anunciou que está a negociar a assinatura de um contrato para milhões de doses da vacina que está a ser desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech.

(Notícia atualizada às 9h30)

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