Restrições contra a Covid “ameaçam ferir de morte” restaurantes e alojamentos

Numa carta aberta ao primeiro-ministro, a associação que representa a restauração e o alojamento fala num "ataque sem precedentes" devido a todas as medidas que têm sido definidas pelo Governo.

Os próximos dias revelam-se assustadores para o setor da restauração e do alojamento, que continua a gritar por ajuda e apoios públicos. Depois das últimas medidas que foram decretadas, vem aí mais limites de circulação, o que prejudica diretamente estes estabelecimentos. Numa carta aberta ao primeiro-ministro, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) diz que “não é possível continuar neste rumo desastroso” e acusa o Executivo de um “ataque sem precedentes” ao setor.

“Sabemos do difícil e instável cenário que vivemos, sabemos que a atual situação pandémica nos dificulta a vida a todos, mas não é possível continuar neste rumo desastroso para as nossas atividades económicas“, começa por escrever a associação, na carta que enviou a António Costa.

No documento, a AHRESP salienta que as últimas medidas decretadas pelo Governo, na sequência do novo estado de emergência, “ameaçam ferir de morte” os restaurantes e os alojamentos turísticos. Em causa está a proibição de circular na via pública (exceto em situações necessárias) entre as 23h e as 5h durante a semana e entre as 13h e as 5h aos fins de semana.

A associação diz que tem vindo a alertar o Executivo para as dificuldades, mas que, “a cada quinzena que passa”, “as regras do jogo são alteradas” e, com isso, “a cada dia que passa”, as empresas do setor “vão enfraquecendo”. Para a AHRESP, as recentes medidas são “um ataque sem precedentes”, sobretudo pelo facto de o setor “não compreender que sejam estabelecidas uma série de exceções“, como por exemplo a supermercados.

Assim, a AHRESP pede que sejam implementadas as dez medidas de emergência que definiu recentemente, salientando que o inquérito mais recente feito ao setor apontou que 41% dos restaurantes e 19% dos alojamentos ponderam ir para insolvência.

Leia na íntegra a carta aberta da AHRESP ao Governo

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