Clubes de fornecedores da Autoeuropa e da PSA têm os primeiros 10 projetos mais de um ano depois de terem sido criados

Os 10 projetos que foram agora selecionados vão receber um incentivo de 18 milhões de euros e têm subjacentes consórcios que integram 36 copromotores.

Foram aprovados os 10 primeiros projetos de empresas que vão integrar os clubes de fornecedores da Autoeuropa e da PSA, mais de um ano depois de estes clubes terem sido criados. Em causa está um investimento de 28 milhões de euros, avançou ao ECO fonte oficial do Ministério da Economia.

Os clubes de fornecedores foram criados em 2017 para aumentar a participação de PME nacionais e Entidades não Empresariais do Sistema de I&I (ENESII). A ideia é agregar empresas, sobretudo PME, em torno de uma empresa âncora para ganhar escala em atividades que tenham procura internacional dinâmica, empreguem recursos humanos qualificados e permitam a Portugal posicionar-se nas respetivas cadeias de valor internacionais.

O primeiro clube foi criado em 2017, com a Bosch Car Multimédia — que envolve hoje 24 empresas e cinco entidades não empresariais — e, um ano depois, surgiram mais dois o da Volkswagen Autoeuropa (VW) e da Peugeot Citröen (PSA). É no âmbito destas duas empresas nucleares que foi aprovado o primeiro conjunto de empresas fornecedoras. Os concursos deveriam ter sido encerrados a 30 de junho, mas o prazo acabou por ser prorrogado até 31 de outubro, e das 33 empresas e 11 entidades não empresariais que reuniam os requisitos para fazer partes destes clubes foram selecionados 10 projetos que têm subjacentes consórcios que integram 36 copromotores.

“Esta iniciativa tem um papel central no aumento da competitividade das PME portuguesas, nomeadamente na aposta em I&D e na inclusão de PME em grandes cadeias de valor internacionais”, frisou ao ECO o secretário de Estado Adjunto e da Economia. “A aprovação do primeiro conjunto de empresas fornecedoras das últimas duas empresas nucleares vai permitir o desenvolvimento de novas tecnologias e inovação na produção e ainda aumentar a produtividade, a internacionalização e a captação de novos clientes para o tecido empresarial português”, acrescentou João Neves.

A concurso estavam 56,4 milhões de euros que eram disputados em pé de igualdade por 33 empresas e 11 entidades não empresariais que reuniam os requisitos para fazer partes destes clubes. Mas algumas terão desistido porque, fonte oficial da Economia especifica que “a dotação alocada à presente iniciativa – 56,4 milhões de euros — permite apoiar todos os 27 projetos de empresas fornecedoras apresentados”.

Os dez projetos que foram agora selecionados vão receber um incentivo de 18 milhões de euros. “São projetos de investigação e desenvolvimento, centrados no setor automóvel, trazendo novas e mais avançadas formas de produção e modelos funcionais dos veículos automóveis”, explicou ao ECO fonte oficial do Ministério da Economia.

As candidaturas das empresas para integrar a lista de fornecedores foram entregues em março de 2019 — e as PME escolhidas no verão –, mas os concursos, no âmbito do Sistema de Incentivos, só foram lançados a 27 de janeiro. A demora no lançamento dos concursos levou inclusivamente algumas empresas a desistir de integrar a lista de fornecedores, tal como o ECO avançou no início de janeiro. Os concursos fecharam a 30 de junho e as primeiras decisões foram anunciadas esta sexta-feira.

De acordo com fonte oficial da Economia “ainda há algumas candidaturas para aprovar” e, até final do ano, não está previsto o lançamento de outros avisos para seleção de empresas nucleares.

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