Governo admite “restrições suplementares” nos municípios mais atingidos

  • ECO
  • 17 Novembro 2020

Governo afasta a ideia de um confinamento geral para travar a escalada de casos de Covid-19. Contudo, Siza Vieira admite "restrições suplementares" nos municípios mais atingidos pela pandemia.

O Governo não prevê repetir um confinamento como o vivido em abril, mas admite que possam ser precisas mais medidas para travar a escalada de casos de infeção pelo novo coronavírus em zonas específicas. Siza Vieira abre a porta a “restrições suplementares” nos municípios que apresentam mais casos por 100 mil habitantes.

“Neste momento, não temos ideia de um confinamento geral”, disse o ministro de Estado e da Economia na entrevista ao Polígrafo SIC. É algo que o Governo tem tentado evitar, tendo em conta o custo que tal tem para a economia.

Contudo, com o número de casos de Covid-19 a disparar, e a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), Siza Vieira lembrou as palavras recentes de António Costa, que alertou para diferentes realidades entre os 191 concelhos atualmente considerados de risco elevado.

“Não excluímos a possibilidade de ter de fazer algumas restrições suplementares naqueles municípios em que o nível de contágio” esteja muito acima dos 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, disse o ministro. Questionado se era o caso de Paços de Ferreira, Siza indicou que sim, mas apontou para a existência de mais municípios em situação idêntica.

De acordo com os dados mais recentes da Direção-Geral de Saúde (DGS), Paços de Ferreira e Lousada são os concelhos onde a situação está pior. Vizela, Manteigas e Paredes fecham o top 5 dos concelhos mais preocupantes.

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