Bolsas voltam a ceder ao medo da segunda vaga. Lisboa vai atrás

Depois da euforia com as vacinas da Covid-19, as preocupações com o aumento dos casos e com o apertar das restrições voltam a penalizar o sentimento dos investidores.

A euforia com os avanços nas vacinas da Covid-19 está a dar lugar a renovadas preocupações com o aumento do número de casos e o apertar as restrições em vários países para conter a segunda vaga. Com menor apetite pelo risco da parte dos investidores, as bolsas europeias voltam a ceder terreno. Lisboa vai atrás.

O PSI-20, o principal índice português, está em baixa ligeira de 0,09% para 4.361,38 pontos, depois de na sessão anterior ter realizado já uma correção superior a 1% após os ganhos expressivos na sequência das vacinas da Pfizer e Moderna.

Há sete cotadas a negociar abaixo da linha de água. A Altri desliza mais de 1% e protagoniza a maior queda no índice nacional, enquanto a papeleira rival Navigator cede 0,35%.

A Galp desvaloriza 0,73% para 8,95 euros, sendo que a cotação da petrolífera tem estado particularmente volátil em tempos de pandemia: afundou drasticamente com as medidas de confinamento e recuperou parte dessa queda desde a última semana, após o anúncio da vacina da Pfizer.

Do outro lado, a Corticeira Amorim avança 2,19% para 10,28 euros e lidera os ganhos na praça nacional. EDP e EDP Renováveis ganham 0,71% e 0,29%, respetivamente. Ainda no setor da energia, a REN vê os títulos valorizarem 0,22% para 2,27%.

Lá por fora, o índice de referência europeu Stoxx 600, com as 600 maiores companhias do Velho Continente, perde 0,4% nos primeiros minutos da sessão europeia. Também o Dax-30 de Frankfurt e o Ibex-35 de Madrid cedem em torno 0,4%. O francês Cac-40 recua 0,3%.

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