Endividamento da economia atinge novo recorde nos 738 mil milhões de euros

A dívida acumulada por famílias, empresas e Estado aumentou em setembro pelo terceiro mês seguido. Fixou novo recorde nos 738,025 mil milhões de euros.

O endividamento da economia subiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro. A dívida acumulada por famílias, empresas e Estado aumentou cerca de 1,5 mil milhões de euros naquele mês, tendo fixado um novo recorde nos 738,025 mil milhões de euros, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Com a pandemia a afetar duramente a atividade económica, também o rácio do endividamento do setor não financeiro aumentou para 359,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, um disparo de 21,3 pontos percentuais face a março deste ano.

O surto de Covid-19 obrigou os vários governos a aumentarem a despesa pública com medidas de apoio às empresas e trabalhadores, como os programas de lay-off e linhas de crédito com garantias públicas, algo que também foi seguido pelo Governo português. Também a nível local várias autarquias do país avançaram com medidas de ajuda.

Dívida da economia aumenta pelo terceiro mês

Fonte: Banco de Portugal

Isso ajuda a explicar que o aumento do endividamento da economia registado em setembro se tenha devido sobretudo à subida da dívida do setor público: aumentou 900 milhões de euros para 335,3 mil milhões.

Por outro lado, no setor privado, que inclui empresas não financeiras e particulares, a dívida subiu 600 milhões para 402,7 mil milhões. “O crescimento do endividamento do setor privado resultou do acréscimo do endividamento dos particulares perante o setor financeiro, em 300 milhões de euros, e das empresas face ao exterior, igualmente em 300 mil milhões de euros”, adianta o supervisor.

Feitas as contas, em seis meses de pandemia, o endividamento da economia portuguesa aumentou em 17,4 mil milhões.

(Notícia atualizada às 11h11)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Endividamento da economia atinge novo recorde nos 738 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião