João Ferreira acusa Marcelo Rebelo de Sousa de contribuir para “degradar condições de vida dos trabalhadores”

O candidato a Belém do PCP, João Ferreira, acusou o Presidente da República de "degradar as condições de vida dos trabalhadores" com a promulgação das alterações à lei laboral.

O candidato do PCP à Presidência da República teceu fortes críticas a Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que o atual chefe de Estado “contribuiu direta e indiretamente para degradar as condições de vida dos trabalhadores” e “deixou mais vulneráveis os jovens em busca da sua autonomia e realização pessoal”.

No congresso do partido que decorre em Loures, João Ferreira, que entrará na corrida a Belém, apontou baterias a Marcelo Rebelo de Sousa, criticando “decisões como a da promulgação de alterações gravosas às leis laborais sem fiscalização prévia do Tribunal Constitucional”.

Para João Ferreira, Marcelo Rebelo de Sousa “contribuiu sempre, mas sempre para conter, e nunca para promover a necessária evolução dos salários, num país onde ainda tantos empobrecem a trabalhar”, afirmou.

O comunista prosseguiu, considerando ainda que a ação do atual Presidente da República “contribuiu” ainda “para pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde, caucionando o desvio de recursos públicos para sustentar o negócio privado da doença”, acusou.

Num discurso amplamente aplaudido pelo congresso comunista, João Ferreira aproveitou para lançar uma espécie de programa, indicando que o país precisa de “um Presidente da República comprometido com o juramento que faz, de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição”. “Não pode deixar de mobilizar o povo português para uma mudança de curso na vida nacional”, disse.

João Ferreira prometeu a “construção de um caminho de desenvolvimento que assente na valorização do trabalho, dos trabalhadores, concretização do direito à saúde, democratização do ensino e cultura, do direito à habitação”, entre outros aspetos, como o do “controlo de setores estratégicos para o interesse coletivo”.

“Nada disto pode ser letra morta nas páginas da Constituição, como alguns querem. Tudo isto tem de ser realidade. É uma responsabilidade do Presidente da República, daquele que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição”, salientou.

No discurso no congresso do PCP, João Ferreira apontou disse ainda que “a situação que o país enfrenta exige que a eleição do Presidente da República não passe ao lado dos portugueses, como alguns gostariam”, afirmou. “Estas eleições irão determinar as orientações e opções do órgão de soberania que representa a República portuguesa”, indicou o candidato comunista a Belém.

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