Nos dispara 3% e mantém Lisboa no verde

Contrariando a tendência europeia, a bolsa de Lisboa encerrou com ganhos, animada pelos títulos da Nos que dispararam 3%. Destaque para a EDP Renováveis que está em máximos.

Contrariando a tendência de perdas que se vive no resto da Europa, a bolsa nacional encerrou em terreno positivo, com a maioria das cotadas a subir. Por Lisboa, o destaque foram as ações da Nos, que dispararam mais de 3%, mas também as da EDP Renováveis, que tocam máximos de sempre. A impedir uma subida mais acentuada do índice estiveram os títulos da Galp Energia e do BCP.

O PSI-20 fechou a somar 0,32% para 4,639.14 pontos, com seis cotadas no vermelho, 11 no verde e uma inalterada. Nas praças do Velho Continente, a tendência é de perdas, numa altura em que os investidores estão animados com as notícias da chegada das vacinas contra o coronavírus, mas receosos quanto às negociações sobre o Brexit e ao pacote de estímulos dos Estados Unidos, de acordo com a Reuters (conteúdo em inglês).

O índice de referência europeu Stoxx-600 avançou uns ligeiros 0,01% para 391,72 pontos, recuperando cerca de 45% das perdas acumuladas desde março, mas continua cerca de 10% abaixo dos máximos deste ano, diz a Reuters. O espanhol Ibex-35 caiu 0,24%, enquanto o francês CAC-40 recuou 0,16%.

Por cá, o destaque foram as ações da Nos, que dispararam 2,96% para 3,268 euros, representando a maior subida desta sessão. Destaque ainda para a EDP Renováveis que bateu máximos históricos ao subir 1,47% para 17,94 euros. A acompanhar este desempenho esteve a EDP ao avançar 0,82% para 4,575 euros.

Por outro lado, a impedir um ganhos mais acentuado do PSI-20 esteve o BCP, que caiu 0,42% para 0,1197 euros, um dia depois de o banco ter confirmado com a Sonangol que mantém a estratégia em relação ao banco, mas está disponível para analisar um eventual desinvestimento ou um processo de fusão se “fizer sentido”.

Ainda nas perdas esteve a Galp Energia, que desvalorizou 2,10% para 8,858 euros, representando a maior descida desta sessão. Este desempenho da petrolífera acontece numa altura em que o preço do barril de petróleo está em queda nos mercados internacionais.

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