Nas notícias lá fora: estímulos, tarifas e Sarkozy

  • ECO
  • 9 Dezembro 2020

A Casa Branca propôs um pacote de 916 mil milhões de dólares para ajudar empresas, Estados e governos locais. Pela Europa, a Justiça francesa pede quatro anos de prisão para Sarkozy.

As negociações em torno de um novo pacote de estímulos de apoio à economia norte-americana estão a registar progressos, com o secretário do Tesouro da Administração Donald Trump a propor uma ajuda de 916 mil milhões de dólares. A marcar a atualidade internacional está ainda a notícia de que o Reino Unido vai reduzir as tarifas que a UE impôs sobre quatro mil milhões de dólares em mercadorias norte-americanas. Ainda pela Europa, a Justiça francesa pediu quatro anos de prisão, dois com pena suspensa, para o antigo Presidente Nicolas Sarkozy. Ao mesmo tempo, no plano empresarial, Sevilha vai produzir 740 milhões de litros de Coca-Cola por ano.

The New York Times

Casa Branca propõe 916 mil milhões em estímulos

As negociações para um novo pacote de estímulos económicos nos EUA estão a intensificar-se. Steven Mnuchin, secretário do Tesouro da Administração Trump, propôs um pacote de 916 mil milhões de dólares para ajudar empresas, Estados e governos locais, naquela que é a primeira movimentação da Casa Branca nas negociações com o Congresso desde novembro. Nos mercados de capitais, os investidores acreditam que um acordo pode estar iminente.

Leia a notícia completa no The New York Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Bloomberg

Reino Unido vai abandonar tarifas sobre mercadorias norte-americanas

O Governo britânico vai reduzir as tarifas que a União Europeia impôs sobre quatro mil milhões de dólares em mercadorias norte-americanas aplicadas na sequência da autorização da Organização Mundial do Comércio (OMC) por ajudas públicas à aviação, nomeadamente à Boeing e à Airbus. A medida visa reduzir as tensões comerciais com os EUA e “mostrar que o Reino Unido está seriamente empenhado em chegar a um acordo negociado”, revelou o Departamento do Comércio Internacional em um comunicado. Neste contexto, o Reino Unido irá definir a sua própria política de tarifas assim que concluir o acordo de saída com a União Europeia.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Le Monde

Acusação pede quatro anos de prisão, dois com pena suspensa, para Nicolas Sarkozy

O procurador nacional financeiro pediu quatro anos de prisão, dois com pena suspensa, contra o antigo Presidente Nicolas Sarkozy, julgado por corrupção e tráfico de influência num processo inédito em França. A acusação indicou as mesmas penas para os seus coacusados, o antigo alto magistrado Gilbert Azibert, e Thierry Herzog, advogado histórico de Sarkozy, e pedindo para este último que seja impedido de exercer a profissão durante cinco anos. O ex-presidente, de 65 anos e que exerceu o cargo entre 2007 e 2012, foi julgado em conjunto com Herzog, também de 65 anos, e Gilbert Azibert, a quem terão prometido em 2017 um posto no Conselho de Estado do Mónaco se este magistrado, que estava então no Supremo, ajudasse na investigação do “caso Bettencourt”, que investigava o financiamento ilegal da campanha presidencial de 2007 pela mulher mais rica da França, a herdeira da L’Oreal Liliane Bettencourt.

Leia a notícia completa no Le Monde (acesso livre, conteúdo em francês).

El Economista

Sevilha vai produzir 740 milhões de litros de Coca-Cola por ano

A Coca-Cola European Partners, subsidiária da marca na Europa, vai investir na expansão da fábrica que mantém em Sevilha (Espanha) desde 1997. A unidade deverá tornar-se a maior fábrica de Coca-Cola na Europa, com capacidade para produzir até 740 milhões de litros da bebida a cada ano. O investimento planeado totaliza 48 milhões de euros, sendo que, atualmente, a fábrica tem já 190 mil metros quadrados, onde trabalham 450 pessoas.

Leia a notícia completa no El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Financial Times

Chefe de contabilidade do Deutsche Bank afastado temporariamente por alegado envolvimento no escândalo da Wirecard

O diretor de contabilidade do Deutsche Bank, Andreas Loetscher, foi afastado temporariamente, depois de na semana passada os promotores do Ministério Público alemão terem aberto uma investigação sobre alegadas violações dos deveres profissionais durante as auditorias do Wirecard. Num email dirigido aos trabalhadores, o maior credor alemão anunciou que Brigitte Bomm, chefe global de impostos, vai substituir o antigo sócio da EY com efeitos imediatos, sublinhando que esperavam que esta mudança fosse de “natureza temporária”. No centro da polémica está o desaparecimento de 1,9 mil milhões de euros das contas da empresa de pagamentos encontrado através de uma auditoria da EY. O montante representava cerca de um quarto do balanço da Wirecard e a informação disponível indicava que os fundos estariam no sistema financeiro das Filipinas, para facilitar a concretização de operações com outras empresas.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

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