EDP Renováveis supera os 20 euros pela primeira vez

Desde o IPO em 2008, a EDP Renováveis valoriza 150%. Superou agora a fasquia dos 20 euros por ação, num quadro de aceleração da transição energética e de forte movimentação de M&A.

O ano de 2020 ficará na história por conta de uma pandemia que forçou governos a confinamentos generalizados e com consequências desastrosas para a economia. Também ficará na história da EDP Renováveis EDPR 2,06% , mas por bons motivos. Com o acelerar da transição energética e num ambiente de forte atividade de M&A, a empresa de energias verdes acabou de superar pela primeira vez a fasquia dos 20 euros.

As ações da empresa de renováveis tocaram na sessão de hoje os 20,10 euros, após uma valorização de de mais de 1% face à sessão anterior. Seguem a ganhar 1,11% para os 20 euros.

Apesar do caso de justiça envolvendo o seu CEO Manso Neto (e também António Mexia), que já anunciou a sua indisponibilidade para continuar num próximo mandato, a EDP Renováveis está a ter um ano de 2020 inesquecível do ponto de vista do mercado. Os títulos disparam mais de 88% desde janeiro, registando o seu melhor ano de sempre, ou seja, desde que foi para a bolsa em junho de 2008.

A EDP Renováveis chegou à bolsa após uma oferta pública inicial (IPO, sigla em inglês) que avaliou-a em oito euros por ação, com um market cap de perto de sete mil milhões de euros. Face ao valor do IPO e incluindo dividendos, a empresa apresenta uma valorização de 150%, valendo agora mais de 17 mil milhões de euros. É a segunda cotada nacional mais valiosa, depois da EDP.

Renováveis em alta

Os analistas têm associado o bom desempenho da EDP Renováveis à aceleração da transição energética desencadeada pela pandemia de Covid-19 (com perspetivas de maior procura por energias limpas) e perante um cenário bastante ativo em termos de fusões e aquisições (M&A) no setor nos últimos anos. A própria EDP Renováveis foi alvo de uma oferta de aquisição em 2017, da parte da casa-mãe EDP, mas a operação não convenceu os investidores.

A EDP registou lucros de 319 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, uma quebra de 7% face ao mesmo período do ano passado.

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