Avaliação bancária das casas sobe para 1.144 euros por metro quadrado

O valor mediano a que a banca está a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito aumentou em novembro, com o metro quadrado a fixar-se nos 1.144 euros.

Depois de ter regressado às subidas em outubro, o valor a que os bancos avaliam os imóveis para efeitos de concessão de crédito à habitação continuou a aumentar em novembro. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no décimo primeiro mês do ano este indicador fixou-se nos 1.144 euros por metro quadrado, uma subida de 13 euros face a outubro.

Entre outubro e novembro assistiu-se a um aumento de 13 euros (1,1%) no valor da avaliação bancária, sendo que se a comparação for feita com novembro do ano passado, verifica-se que o valor médio das avaliações cresceu 6,3%.

Avaliação bancária para a concessão de crédito continua a subir

O maior aumento face ao mês anterior observou-se nos apartamentos, com o valor médio destas habitações a subir 1% para os 1.252 euros por metros quadrado, enquanto nas moradias aumentou 0,7% para os 954 euros por metro quadrado. Olhando para novembro do ano passado, verifica-se que os apartamentos estão 7,1% mais caros, enquanto a avaliação das moradias regista um agravamento de 4,6%.

Face a outubro, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma dos Açores (1,1%), enquanto a única descida foi observada na Região Autónoma da Madeira (-0,1%). Já em comparação com novembro do ano passado, a maior subida aconteceu no Algarve (7,3%) e a menor na Região Autónoma da Madeira (2,5%).

De acordo com o INE, em novembro foram realizadas 27.243 avaliações bancárias — 17.314 apartamentos e 9.929 moradias –, o que representa uma subida de 8,2% face ao mesmo período do ano passado, depois de nos meses da pandemia ter ficado significativamente abaixo. Em comparação com outubro, foram feitas mais 2.601 avaliações, o equivalente a uma subida de 10,6%.

No mês anterior, a avaliação bancária subiu, fixando-se nos 1.131 euros por metro quadrado, tal como em agosto. Antes disso, tinha estado cinco meses consecutivos a subir. A última vez que este indicador cedeu terreno foi em março, no primeiro mês da pandemia no país, tendo o valor decrescido um euro face a fevereiro.

(Notícia atualizada às 11h43 com mais informação)

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