Depois de uma travagem, avaliação bancária das casas volta a subir. Aumenta para 1.131 euros por metro quadrado

O valor mediano a que a banca está a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito aumentou em outubro, com o metro quadrado a fixar-se nos 1.131 euros.

Depois de uma travagem em setembro, ao fim de cinco meses consecutivos a subir, o valor a que os bancos avaliam os imóveis para efeitos de concessão de crédito à habitação voltou a aumentar em outubro. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no décimo mês do ano este indicador fixou-se nos 1.131 euros por metro quadrado, uma subida de três euros face a setembro.

Entre setembro e outubro assistiu-se a um aumento de três euros (0,3%) no valor da avaliação bancária, sendo que se a comparação for feita com outubro do ano passado, verifica-se que o valor médio das avaliações cresceu 5,8%.

Avaliação bancária para a concessão de crédito regressa às subidas

O maior aumento face ao mês passado observou-se nos apartamentos, com o valor médio destas habitações a subir 0,5% para os 1.239 euros por metros quadrado, enquanto nas moradias houve uma descida de 0,6% para os 947 euros por metro quadrado. Olhando para outubro do ano passado, verifica-se que os apartamentos estão 7,3% mais caros, enquanto a avaliação das moradias regista um agravamento de 3,6%.

Face a setembro, a maior subida para o conjunto da habitação registou-se na Região Autónoma da Madeira (2,4%), enquanto a única descida foi observada no Centro (-0,2%). Já em comparação com outubro do ano passado, a maior subida aconteceu no Algarve (7,5%) e a menor no Alentejo (2,4%).

De acordo com o INE, em outubro foram realizadas 25.642 avaliações bancárias — 15.610 apartamentos e 9.032 moradias –, o que representa uma subida de 2,9% face ao mesmo período do ano passado, depois de nos meses da pandemia ter ficado significativamente abaixo. Em comparação com setembro, foram feitas mais 931 avaliações, o equivalente a uma subida de 3,9%.

No mês anterior a avaliação bancária ficou estagnada, fixando-se nos 1.128 euros por metro quadrado, tal como em agosto. Antes disso, tinha estado cinco meses consecutivos a subir. A última vez que este indicador cedeu terreno foi em março, no primeiro mês da pandemia no país, tendo o valor decrescido um euro face a fevereiro.

(Notícia atualizada às 11h34 com mais informação)

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