Bancos mundiais batem recorde de 125 mil milhões em taxas em 2020

Este recorde aconteceu à medida que as empresas recorriam à banca para levantar dinheiro de forma a sobreviverem aos efeitos provocados pela pandemia.

Apesar da pandemia, os bancos de investimento em todo o mundo não saíram prejudicados no que toca às comissões cobradas. Pelo contrário. Conseguiram mesmo registar um recorde de 124,5 mil milhões de dólares (101,9 mil milhões de euros) em taxas cobradas às empresas este ano, avança o Financial Times (acesso condicionado).

Este recorde aconteceu à medida que as empresas recorriam à banca para levantar dinheiro de forma a sobreviverem aos efeitos provocados pela pandemia. Ao mesmo tempo, os credores conseguiram cobrar altas taxas de subscrição de dívida e oferta de ações para clientes como a Boeing, Airbnb ou Softbank, diz o site Refinitiv, citado pelo FT.

Juntos, os maiores bancos dos Estados Unidos — JP Morgan, Goldman Sachs, Bank of America, Morgan Stanley e Citigroup — geraram cerca de 37 mil milhões de dólares (30,3 mil milhões de euros) em receitas, o equivalente a 30% das taxas cobradas este ano.

Foi um “ano muito robusto para a compra de dívidas e ações”, diz Jason Goldberg, analista do Barclays, referindo que este foi um ano em que “as empresas procuraram entrar no mercado de capitais para sustentar os balanços face à incerteza provocada pela pandemia”.

Só este ano, as empresas levantaram mais de cinco biliões de dólares (4,09 biliões de euros) em dívida, o valor mais alto de sempre. E só em custos associados, os credores ganharam 42,9 mil milhões de dólares (35,1 mil milhões de euros), mais 25% do que no ano passado. Contudo, os analistas não acreditam que este cenário se volte a repetir, porque as empresas estão agora “entupidas” de dívida e a tentar equilibrar as contas.

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