Consumidores e empresas mais otimistas no mês do Natal

A confiança dos consumidores e das empresas aumentou em dezembro, um mês marcado pelas festividades do Natal e de fim de ano. Em novembro, os indicadores tinham descido por causa das restrições.

O maior nível de restrições por causa da pandemia introduzido em novembro tinha levado a uma queda da confiança dos consumidores e das empresas. Contudo, em dezembro, o mês das festividades de natal e fim de ano, a confiança na economia portuguesa voltou a aumentar, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) com base nos inquéritos de conjuntura.

Em dezembro, o indicador de confiança dos consumidores aumentou, após a diminuição no mês anterior, tendo retomado o patamar relativamente estável observado desde junho“, revela o gabinete de estatísticas, acrescentando que o indicador de clima económico, relativo às empresas, também “aumentou ligeiramente em dezembro”. Ambos tinham diminuído em novembro, interrompendo a recuperação que se registava desde o início do verão.

Este aumento da confiança acontece num mês marcado pelo Natal e o final de ano, um período de maior atividade económica. No caso dos consumidores, o maior contributo positivo para o indicador foi dado pelas perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país. Além disso, também houve um contributo positivo das opiniões e expectativas sobre a situação financeira do agregado familiar e as perspetivas da realização de compras importantes.

No caso do clima económico, os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, na construção e obras públicas e, forma mais ligeira, no comércio no mês do Natal. A exceção foi o indicador de confiança dos serviços que voltou a baixar em dezembro.

A confiança dos consumidores e dos empresários portugueses acompanhou a tendência positiva da União Europeia. De acordo com as estimativas da Comissão Europeia, a confiança dos consumidores europeus e dos empresários europeus também recuperou em dezembro, após a quebra de novembro. Ainda assim, o indicador permanece bem abaixo da sua média de longo prazo. O mesmo se aplica para os indicadores relativos a Portugal.

Pessimismo nos serviços persiste

O setor dos serviços, que inclui o turismo, é um dos mais afetados pela pandemia e o pessimismo persiste. Após uma recuperação parcial entre junho e outubro, o indicador de confiança nos serviços voltou a cair em novembro e dezembro. “A evolução do indicador resultou do contributo negativo das perspetivas sobre a evolução da procura, enquanto as apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas e as opiniões sobre a atividade da empresa registaram contributos positivos”, explica o INE.

As maiores quedas do indicador de confiança nos serviços registaram-se nas atividades de informação e comunicação, seguindo-se os transportes e armazenagem e o alojamento e restauração.

Os restantes setores estão mais otimistas, a começar pela indústria transformadora, “contrariando a redução registada no mês anterior e retomando o patamar de recuperação observado até agosto“, explica o gabinete de estatísticas, referindo que a recuperação é ditada pelas perspetivas de produção da empresa e das apreciações relativas à evolução da procura global.

No caso da construção e obras públicas, o aumento deve-se à melhoria das apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego, principalmente na promoção imobiliário e construção de edifícios.

No comércio, houve uma redução “pronunciada” em novembro, mas dezembro foi de recuperação com o “acentuado contributo positivo das perspetivas de atividade da empresa nos próximos três meses”. Já as apreciações relativas ao volume de vendas e as opiniões sobre o volume de stocks contribuíram negativamente. O indicador de confiança aumentou no comércio por grosso, tendo diminuído no comércio a retalho.

(Notícia atualizada às 11h51)

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