TAP já recebeu a totalidade do cheque de 1,2 mil milhões de euros

O apoio público foi entregue, na sua totalidade, ainda em 2020 como tinha sido combinado entre Governo e a empresa. Mais dinheiro só virá quando o plano de reestruturação for aprovado por Bruxelas.

O primeiro cheque com 1,2 mil milhões de euros em apoio público foi totalmente entregue à TAP ainda no ano passado, como tinha sido acordado entre Governo e companhia aérea. A empresa irá precisar de mais cerca de 2 mil milhões de euros até 2024, mas as próximas tranches só entraram nas contas da TAP depois de o plano de reestruturação ter sido aprovado em Bruxelas.

A TAP recebeu ainda em 2020 o total dos 1.200 milhões de euros previstos no âmbito do plano de reestruturação da companhia“, confirmou fonte oficial do Ministério das Finanças, ao ECO. Este dinheiro é do apoio público que foi sendo dado à TAP em tranches desde o final de julho, para face às necessidades urgentes de tesouraria.

Este auxílio foi aprovado pela Comissão Europeia sob condição de o dinheiro ser devolvido (o que nunca foi o cenário base) ou ser enviado um plano de reestruturação no prazo de seis meses. O documento foi enviado na data limite, a 10 de dezembro, e após ter enviado o plano para a Comissão Europeia, o ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos apresentou as linhas gerais.

Nessa altura, o governante explicou que os próximos passos do plano de reestruturação é a discussão com Bruxelas do documento, antecipando que o dossiê fique fechado no primeiro trimestre, que é também a data limite que a TAP tem capacidade para sobreviver. “A TAP tem capacidade para operar até fevereiro ou março e não esperamos que seja necessário mais tempo [para Bruxelas aprovar o plano]”, disse.

O envio da última tranche do primeiro apoio aumenta a pressão sobre as negociações do plano, já que a companhia aérea está longe da atividade normal e perde dinheiro a cada dia que passa. A aviação foi um dos setores mais afetados pela pandemia que levou à restrições nas viagens. A empresa perdeu mais de 700 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020 e na totalidade do ano o buraco deverá ter sido ainda maior.

O plano antecipa que sejam transportados apenas 28% dos passageiros de 2019 e que as quebras no volume de negócios sejam superiores a 70%. O cenário do Governo é que a TAP tenha perdas acumuladas de receitas no montante de 6,7 mil milhões de euros até 2025. São essas perdas que levam a que a companhia aérea vá precisar de mais dinheiro. Entre 2020 e 2024, o custo do apoio público estará entre 3.414 milhões e 3.725 milhões de euros.

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