BCP dispara mais de 9% em sessão efusiva para a banca europeia

Banco liderado por Miguel Maya registou um dos melhores desempenhos do dia em toda a banca europeia. BCP disparou mais de 9% e regressou a níveis pré-pandemia.

O BCP disparou mais 9% na sessão desta quarta-feira, num dia efusivo para a banca europeia. O banco liderado por Miguel Maya soma três sessões positivas nas três sessões já realizadas em 2021. Com isso, já apagou as perdas que registou durante a pandemia e está agora a cotar ao valor mais elevado desde 5 de março.

Os títulos do único banco português cotado em bolsa somaram 9,18% para 0,1427 euros. Foi um dos melhores desempenhos em toda a banca europeia, apenas superado pelos bancos britânicos HSBC e Standard Chartered (mais expostos à China), que registaram avanços de 9,92% e 9,38%, respetivamente.

“Estas fortes reações de alta estão a ser impulsionadas pelas notícias que chegam dos EUA, uma vez que existe a possibilidade de que os democratas possam vencer os dois assentos do Senado e caso se verifique estas previsões, então ficarão com a maioria”, explica Henrique Tomé, analista da XTB, em declarações ao ECO.

“Ora, o partido de Joe Biden ao ter maioria no Senado poderá avançar com alguns projetos que tinha defendido ao longo da sua campanha eleitoral. A nomeação de Joe Biden tem sido vista com bons olhos nos setores que têm sido mais prejudicados ao longo da pandemia e o setor da banca não é exceção”, acrescenta o analista.

BCP dispara para máximos de março de 2020

O índice Stoxx 600 Banks, que inclui os maiores bancos do Velho Continente, avançou 5,72%, no melhor desempenho desde 12 de novembro, refletindo a rotação do mercado para os setores mais cíclicos.

A tendência também está a acontecer em Wall Street, com as quedas no setor tecnológico a serem compensadas por subidas dos bancos como o JPMorgan ou Citigroup, que disparam mais de 5%, perante a expectativa de que os democratas venham a ter a maioria dos assentos no Senado e Congresso dos EUA, o que ajudaria o Presidente eleito Joe Biden a avançar com a sua agenda, que inclui estímulos à economia e maior aperto da regulação às grandes tecnológicas.

Outros bancos europeus como o ABN Amro, Barclays, ING e Natwest também tiveram valorizações expressivas, somando mais mais de 7%, enquanto os bancos espanhóis Santander, Sabadell e Bankinter ganharam mais de 6%.

Bolsa de Lisboa em máximos de 11 meses

Regressando a Lisboa, com o BCP em alta rotação, o PSI-20 fechou em alta de 3,19% para 5.168,32 pontos, o valor mais elevado desde fevereiro do ano passado. Apenas a Ibersol encerrou com perdas de 0,38%.

Entre os pesos pesados, as ações da EDP e da EDP Renováveis ganharam 3,73% e 3%, respetivamente. A Galp também valorizou quase 3%.

(Notícia atualizada às 17h06)

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