Governo vai optar por confinamento como em março ou em maio

O Governo está a estudar decretar um confinamento como em março, ou medidas como as que estiveram em vigor a partir de maio, adiantou o líder do CDS.

Perante o aumento de novos casos de Covid-19 no país, o Governo tem em cima da mesa vários cenários. As principais hipóteses atualmente são um confinamento como aquele que ocorreu em março, ou com medidas semelhantes às aplicadas a partir de maio, adiantou o líder do CDS, após a reunião com o primeiro-ministro.

As hipóteses são um “confinamento geral idêntico ao que tivemos em março, por 15 dias inicialmente, ou confinamento mais do estilo daquele que tivemos a partir de maio, que ocorrerá pelo mesmo período de tempo”, explicou Francisco Rodrigues dos Santos. Para o CDS, um “confinamento nestes termos só deverá ocorrer como solução de último recurso”.

A opção de um confinamento semelhante a março tinha já sido avançada pelo próprio primeiro-ministro, que ressalvou, no entanto, que as escolas não deveriam fechar, como aconteceu na altura. Nesse mês, que marcou o arranque da primeira vaga em Portugal, existia dever geral de recolhimento, restrições à circulação e o encerramento do comércio e restaurantes.

maio foi um mês marcado pelo levantamento gradual das restrições que estavam em vigor. Os primeiros levantamentos aconteceram a 4 de maio, a segunda vaga a 18 de maio e a terceira a 1 de junho. Os serviços públicos tiveram uma reabertura gradual e o pequeno comércio de bairro tinha “luz verde” para abrir.

Existia limite de espaço e medição de temperatura em restaurantes e hotéis, e as empresas turísticas poderiam ter um “selo de garantia”, criado pelo Turismo de Portugal. Já os cabeleireiros abriram, mas apenas por marcação prévia e com um limite de pessoas dentro dos estabelecimentos, enquanto os cinemas tinham limite de lugares.

o ministro da Economia, Siza Vieira, falou esta sexta-feira em novas medidas restritivas “que poderão ser semelhantes àquelas que tivemos durante o mês de abril, que passam pelo encerramento de um conjunto de atividades, designadamente as atividades de restauração, as atividades do comércio não alimentar, com a manutenção do ensino presencial, nesta altura”.

É “plausível”, disse Siza Vieira, que se repita o quadro da primavera, com a indústria e a construção civil a funcionar, bem como com todo o retalho alimentar, mas com o comércio não alimentar e a restauração encerrados, ainda que com entregas ao domicílio.

As medidas serão discutidas nos próximos dias, sendo que está marcada para dia 12 de janeiro a reunião do Infarmed, com os especialistas e peritos, onde será analisada a evolução da pandemia em Portugal e o impacto do Natal e do Ano Novo no número de casos de Covid-19.

(Notícia atualizada às 19h55)

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