Fase principal do leilão do 5G começa esta quinta-feira

A fase do leilão do 5G destinada a empresas como a Meo, Nos e Vodafone começa esta quinta-feira, depois da conclusão da fase exclusiva para novos entrantes, que fez duplicar o valor do espetro.

A fase principal do leilão do 5G começa esta quinta-feira, na qual são chamadas a licitar as principais empresas do setor em Portugal, confirmou o ECO junto de fontes das operadoras. Espera-se que Meo, Nos e Vodafone, entre outras empresas interessadas, licitem as frequências para a quinta geração que são disponibilizadas pela Anacom.

As três grandes operadoras portuguesas já tinham confirmado que se inscreveram no leilão, mas não confirmaram a disposição para licitarem o espetro. Cada uma delas tem em curso na Justiça processos para tentarem travar o leilão em curso, por considerarem que as regras são injustas e colocam em causa os seus negócios e o setor.

Lotes disponíveis e preços de reserva

Categorias B e D reservadas a novos entrantes. Fonte: Anacom

Os 54 lotes que vão a leilão nesta fase, em várias faixas de frequências, assumem um preço de reserva total de 195,9 milhões de euros. O espetro mais apetecível será os seis lotes na faixa dos 700 MHz, necessária à transição do 4G para o 5G, assim como os lotes nos 3,6 MHz, que é outra das faixas mais relevantes para a quinta geração. Nesta faixa, uma dezena de lotes estão sujeitos a uma restrição e só poderão ser explorados a partir de 5 de agosto de 2025, ano em que expiram as licenças já detidas pela empresa Dense Air.

Na segunda-feira terminou a primeira fase do leilão do 5G, destinada exclusivamente a novos entrantes — isto é, a empresas externas ao setor em Portugal que queiram entrar no mercado português de 5G. As licitações ao longo de oito dias fizeram o espetro a leilão valorizar para o dobro, de 42 milhões de euros para 84,371 milhões de euros.

A concurso estavam três lotes na faixa dos 1.800 MHz e um lote na faixa dos 900 MHz, com preços de reserva por lote de, respetivamente, 4 milhões e 30 milhões de euros. Ao final de oito dias de licitações, o preço de cada lote na faixa dos 1.800 MHz encareceu para 18,117 milhões de euros, enquanto o preço do lote na faixa dos 900 MHz manteve-se nos 30 milhões de euros.

A subida é demonstrativa do interesse de “novos entrantes” no mercado português, depois de a Anacom ter avançado com condições e regras menos apertadas para estas empresas. No entanto, para já, desconhece-se ao certo quem foram as empresas vencedoras dos lotes a concurso.

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