Limite de pessoas em loja e proibição de vender álcool a partir das 20H00 “não revelam bom senso”, alerta APED

Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição lamenta que Governo continue a insistir na proibição de vender bebidas alcoólicas a partir das 20H00 e na lotação máxima de 5 pessoas por cada 100 m2.

As mercearias, supermercado e hipermercados vão manter-se abertos e sem restrição de horário durante o novo confinamento, mas a proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir das 20H00 e a lotação máxima limitada a cinco pessoas por cada 100 metros quadrados são medidas que vão manter-se em vigor. Restrições que na ótica da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) “não revelam bom senso”.

“O não aumento do rácio de pessoas em lojas e a manutenção da proibição de venda de bebidas alcoólicas a partir das 20H00 são medidas que no nosso entender não revelam bom senso”, explica ao ECO o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), Gonçalo Lobo Xavier. Lamenta que o Governo volte a insistir nesta medida. “Não faz sentido nenhum limitar o rácio de cinco pessoas por cada 100 metros quadrados, sendo o mais baixo da Europa. Vamos continuar a insistir na possibilidade de existirem filas à porta das lojas o que é manifestamente desnecessário e inconsequente”, lamenta Gonçalo Lobo Xavier.

O diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição não acredita que as lojas sejam possíveis focos de contágio e destaca que os “espaços dentro das lojas são higienizados, existe a distância social obrigatória, o uso de máscara e a higienização dos colabores e clientes”. “Lamentamos que se tenha insistido, mais uma vez, em manter um rácio manifestamente baixo. Ao aumentar este número teríamos mais rotação em lojas, mais fluidez”, refere.

Em relação à continuidade da medida que proíbe a compra de bebidas alcoólicas a partir das 20h00, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, considera “que não faz sentido nenhum” e que vai “continua a causar alguns constrangimentos na operação”.

António Costa garantiu na quarta-feira, quando apresentou as medidas que vão vigorar durante o novo confinamento, que “não há nenhum motivo para as pessoas correrem para os supermercados ou hipermercados porque vai tudo manter-se em funcionamento”, pedindo para que não haja ‘corridas’ desenfreadas aos supermercados, à semelhança do primeiro confinamento. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição garante que “não vão faltar produtos e bens essenciais”.

Com este novo confinamento as grandes cadeias de distribuição já não encerram às 13H00, uma medida positiva para a associação das empresas do setor. “Houve bom senso em deixar cair a limitação de horários ao fim de semana. O encerramento das lojas às 13H00 estava a provocar enormes constrangimentos e felizmente houve o bom senso de deixar cair essa medida”, destaca o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.

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