Concursos de obras públicas crescem 20% e atingem máximo em 2020

Tanto os concursos promovidos como os contratos celebrados para obras públicas cresceram em 2020, mesmo com a pandemia.

Apesar de a pandemia ter travado muitos setores em 2020, alguns acabaram por crescer. A construção foi um deles, recebendo inclusivamente um impulso com as obras públicas. Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos subiram 20% face a 2019, e os contratos celebrados aumentaram 26%.

Em 2020, foi promovido um volume total de concursos de empreitadas de obras públicas de 4.822 milhões de euros, o que é um máximo histórico desta série estatística iniciada em 2010, sinaliza a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), no barómetro deste mês. Isto depois de já ter dado um salto de 51% em 2019.

Cerca de um terço destes concursos tinham valor igual ou superior a 25 milhões de euros, totalizando os 1.449 milhões de euros. Já aqueles com um preço base igual ou inferior a cinco milhões de euros representaram 2.765 milhões de euros, ou seja, 57% do total.

Quanto aos contratos de empreitadas celebrados, e já reportados no Portal Base, situam-se bastante abaixo dos concursos promovidos. Ainda assim, apresentam um “crescimento expressivo, atingindo 3.359 milhões de euros até ao final de 2020, mais 26% que o apurado no ano anterior”, adianta a AICCOPN.

Entre estes, os contratos celebrados no âmbito de concursos públicos situaram-se nos 2.380 milhões de euros, mais 19% face a 2019. Já aqueles celebrados em resultado de Ajustes Diretos e Consultas Prévias atingiram 526 milhões de euros, mais 5% do que no ano anterior.

Já a rubrica que contabiliza outros contratos disparou 223%, situando-se 453 milhões de euros. Este crescimento deve-se principalmente ao “peso relativo da celebração de dois contratos resultantes de concursos limitados por prévia qualificação, relativos a empreitadas de expansão do Porto de Leixões e do Metropolitano de Lisboa, de 130 e 49 milhões de euros, respetivamente”, nota a AICCOPN.

Apesar de todos estes compromissos assumidos, o setor precisa de mão-de-obra para responder. “Se todas as obras que estão previstas, como o metro do Porto, os hospitais, o aeroporto do Montijo, arrancassem não teríamos trabalhadores para responder”, apontou Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal, em declarações ao Dinheiro Vivo (acesso livre). O dirigente sindical aponta são precisos cerca de 80 mil trabalhadores qualificados no setor.

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