Construtoras nacionais querem obras ajustadas à sua dimensão

  • ECO
  • 4 Novembro 2020

O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário defende que projetos lançados a concurso no âmbito do PNI 2030 devem ter em conta a capacidade e habilitação das empresas.

O Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030 vai lançar projetos de quase 43 mil milhões de euros que serão realizados durante a próxima década. São obras de grande monta, algumas delas sobredimensionadas para as empresas de construção nacionais, muitas delas PME. É por isso que, em entrevista ao Jornal de Negócios (acesso pago), Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), defende que os projetos lançados a concurso tenham em conta a capacidade e habilitação do tecido empresarial nacional.

Manuel Reis Campos considera que as “empresas nacionais estão preparadas para reforçar esses mecanismos e este reposicionamento que está a ser pedido ao setor” para um novo ciclo de investimentos, mas exige que “o país seja capaz de planear e cumprir uma calendarização dos investimentos”, com o intuito de as empresas portuguesas conseguirem concorrer em “igualdade de circunstâncias” com os estrangeiros.

Neste contexto, o presidente da CPCI defende que “é necessário adequar os projetos que vão ser lançados”, por exemplo através dos lotes a lançar, que segundo Manuel Reis Campos, devem ter “em conta a capacidade e habilitação do tecido empresarial nacional”. “Nós temos um tecido empresarial e os concursos que vão ser lançados têm de ser para todas as empresas. É preciso que a forma como os projetos forem lançados possa ir ao encontro da capacidade e habilitação do tecido empresarial. Temos de ter reciprocidade“, conclui.

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