Aquecer a casa neste confinamento vai fazer aumentar a conta da luz entre 20 e 67 euros

A somar ao inverno, num cenário de confinamento como o que atualmente vivemos em Portugal, a Deco estima que a fatura de luz possa aumentar mais 20 a 67 euros num só mês.

Tendo em conta uma fatura média de 36 euros (1.900kWh/ano, potência contratada de 3,45 kVA) nos meses frios de inverno verifica-se normalmente um aumento entre 5 e 17 euros por mês na conta da luz com sistemas de aquecimento portátil, os mais comuns nos lares portugueses, calcula a Deco.

Veja o vídeo:

Se somarmos um cenário de confinamento, como o que atualmente vivemos em Portugal (amília toda em casa, adultos em teletrabalho e crianças em ensino à distância), a defesa do consumidor estima que a fatura possa ainda aumentar mais 15 a 50 euros num só mês.

O que leva a Deco a apontar a possibilidade de quase 1/3 da despesa energética dos portugueses se referir ao aquecimento da casa durante este confinamento de 2021.

O Governo calculou que durante o confinamento de março/abril de 2020 as famílias aumentaram, em média, em 10% o seu consumo doméstico de energia elétrica. O mesmo acréscimo percentual foi verificado no mês de janeiro de 2021 em consequência do frio extremo que se fez sentir.

Mas afinal quanto da nossa fatura energética vai para aquecer a casa? De acordo com o INE, cerca de 21% da energia é utilizada para aquecimento doméstico. Isto corresponde uma despesa de 10,7%. Os dados são do Inquérito ao Consumo de Energia no Setor Doméstico, realizado pela última vez em 2010. Nessa altura predominava ainda a lenha para aquecer as habitações, algo que alterou radicalmente na última década com a diminuição do peso da biomassa no mix energético nacional.

De acordo com a Organización de Consumidores y Usuarios de España (Deco espanhola), entre 25 e 30% dos gastos energéticos domésticos em Espanha são precisamente com climatização e aquecimento

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